quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Madrepérola








Madrepérola


A noite clara no mar calmo
a carruagem banca à madrepérola
no diário de bordo poético como salmo
cartier no pulso e pele de pérola

fios de cobre no recinto
amadurecendo a taça de Merlot
no fogo da paixão queima o cinto
o primeiro instinto disparou

o tronco jamais muda
com o calor das estações
no frio conhecendo a terra calada
regada com lágrimas dos corações

sua parte é minha
todo o meu inteiro é seu
vento propício a beleza da rainha
Julieta á deriva de Romeu.

Arthur Nett 21/06/2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hard Rock





Hard Rock

Os olhos da noite com sombra azul celeste
camisas de onçinha manchada de batom
riacho de palavras doces de Leste ao Oeste
o cavalo alado do Guns’n’Roses dando o tom

Led Zeppelin guiando as luzes da aldeia
garotos livres presos á calças de couro
hordas de groupies selvagens enche a alcateia
solos de guitarra maquiando o tesouro

as jóias são a penumbra do dia no mastro
o vinil é o interlúdio da seda na extravagância
a alvorada do Kiss deixa cicatriz e rastro
Aerosmith recrutando a essência da fragrância

destinos ao vento em cabelos de Rapunzel
o pó passeia em rostos radiantes de galã
drinques que incendeiam o o azul do Céu
coreto de anjos no jardim de Satã.

Arthur Nett
17/07/2011
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domingo, 25 de setembro de 2011

Vivo á Morte






                                                                    Vivo á Morte


Caminhos longos nas sombras do Tennesse
com riscos amargos no Paraíso
vivo á morte desde que nasci
dias passam nas noites do seu sorriso

lábios carnudos nas horas a fio
nas linhas do sangue no nosso caminho
corrida do sangue na beira do rio
meu santuário no seu ninho

a escuridão de volta a vida
na causa mortis do astro rei
sua carne mascava partida
a noite com seu sangue brindarei

enterrada no som do silvo
cavalos luzidos no breu obsceno
beijos de serpe matém à salvo
seu corpo empalhado no meu veneno.

Arthur Nett
01/09/2011


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cabeludos Seres Únicos








Cabeludos Seres Únicos


Seres únicos nós cabeludos
crepúsculos do arranha céus até as matas
nossos cabelos macios como veludos
conquistamos as fiéis e as ingratas

da távola redonda aos longos cabelos do Rei Arthur
força e vitalidade do metal que é eterno
aos hardrockers e suas extravagâncias e glamour
dos quatro meninos de liverpool que usavam terno

dos vikings passando por Johnny Depp até o Ozzy
os cabeludos são os maiores da História
domamos guitarras como dragões queremos mais que apenas uma dose
nosso presente vitorioso, não nos deixa esquecer um passado de glória

Até jesus o maior de todos é cabeludo
no Brasil,América,Europa ate o Japão
conquistávamos os mares como piratas antes do cinema mudo
no jardim secreto do mundo somos anjos e demônios formando uma nação.

Arthur Nett
26/02/2011



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lembranças







Lembranças


Uso suas fotos pra acender a lareira
o calor me lembra o seu abraço
minhas recordações queimam como madeira
seu corpo sente falta da força do meu braço


nossas lembranças viraram carvão
o futuro da nossa relação virou fumaça
me questiono se fora em vão
guardo apenas uma foto nossa na praça
 
não existem mais fios dos seus cabelos no meu travesseiro
seu perfume na almofada some com o vento
tenta sem sucesso esqueçer nossas risadas com o tempo
se ilude achando que sou apenas um forasteiro

nosso ciclo está apenas no meio
você é minha rosa e eu seu jardim
com recordações me sasseio
você sempre será tudo pra mim.


Arthur Nett

23/01/2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Condenado ao Céu







Condenado ao Céu


Antes de você tudo na minha vida
era um largo de ferrugem
acolhedora e misteriosa me convida
a alquimia do nosso tempo é miragem

ao seu lado condenado ao céu
com o habbeas corpus da águia americana
minha pele alva e negro meu corcel
o anjo é minha testemunha cigana

sua pena será comprida ao meu lado
sem apelação merece cada ano da punição
doloso é o crime do amor inapelado
corre livre pelos campos da minha libertação

Excitante,demorado os sabores do seu sacrifício
supersônico as grades da sua liberdade
os elos da minha algema se tornão seu ofício
nos meus beijos acha sua identidade.

Arthur Nett
28/03/2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Saga Majestosa







Saga Majestosa



Sua alma sobe seu corpo cai
seus lábios carnudos a minha mercê
na hipnose dos meus dedos seu medo se esvai
unindo o elo das correntes como buquê

nosso castelo de cartas marcadas
a rainha perdeu sua coroa
nos meus braços sente suas forças renovadas
nossa saga majestosa é a armadura que voa

com você não toco o chão
meus pés sentem o veludo vermelho
partindo nossas dores pelo vão
do calabouço farto de espelho

quando os Oceanos dos meus lábios
desaguam nas margens dos seus rios
escorregando por sua coroa como os sábios
reinando e velejando tormentas sem calafrios.

Arthur Nett
28/03/2011