segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Apocalipse



Apocalipse


No Templo dos Milagres a minha última gota
irá macular o anjo negro que cavalga feras
vindo a Terra para dilacerar a glória humana até a última bota
até o último salto ser engolido pelas chamas das esferas

Por cima da cerca do tempo e espaço
o meio da noite se torna dia
o veterano do Paraíso sente seu fracasso
anjos caídos e humanos presos a sua covardia

Caveiras com asas dominam as nuvens fálidas
o mestre das sombras colhe no Paraíso o seu grão
as puras e donzelas se sentem fracas e pálidas
sua semente foi germinada no inferno e na Terra plantada no chão

Homens de bem estão trancados no container no cais
o pasto dos hereges é vasto e cresce
detidos os raios de sol e relâmpagos da paz
Anjo Gabriel exasto e fraco estirado no chão perece.

Arthur Nett
21/03/2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aventura Delirante



Aventura Delirante



Sacuda a identidade falsa
arrepiando as amostras na vala
ficamos atoa da ponte até a balsa
nossa aventura delirante começa na sala

fábrica sinistra da história
embarco com excelência no casaco
das almas gêmeas da vitória
na alça dos princípios cavados no fundo buraco

minha bomba de saquê no cais
libera seu espírito
nossos riscos de vida presos a paz
dos corpos empenhados no rito

polpa no azul do céu em brinquedo
eleva a fibra do seu beijo
cabeça cheia e corpus nus sem medo
do transe caótico do evidente desejo.


Arthur Nett
30/05/2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meia Noite em Paris



Meia Noite em Paris


Quero caminhar ao seu lado
ser guardado dentro do seu coração
com seu olhar fixo e costurado
o legado com linha branca na escuridão

quando for meia noite em Paris
demorada a noite da floresta imensa
sou seu diretor e você minha atriz
seu papel terá meu beijo como recompensa

Ressaca dos meus olhos por chorar de amor
não prescisa mais conferir meu coração
meu testamento de papireo, minha herança uma flor
nossa reviravolta muda o clima e estação

Revanche dos meus músculos
anuncião o seu furacão de flor de lís
assando espinhos num baú de obstáculos
hurra em mim seu perfume de miss.

Arthur Nett
30/03/2011

Batalha de Olhares




Batalha de Olhares


Na sua caçada hávera coração
a contigência da flexa que fura sem sangrar
os arcos as sete chaves saberão
que fui vitimado sem desmoronar

Destruidor seu olhar me a vista
como cavalheiro não posso te fazer a pergunta
sendo uma dama não pode revelar mais da uma pista
a batalha de olhares é uma guerra de vitória conjunta

te tiro pra dançar do salão até Marte
acuado na Terra conheço as estrelas como astronauta
presa a mim liberta toda a sua arte
seu coração operário pula e salta

o cheque em branco do nosso caminho é preenchido
assino no nome do meteoro que luta pra respirar
ofegante escreve no meu escudo dourado
o texto sentido e compreendido com falta de ar.


29/03/2011
Arthur Nett

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Criador de Viúvas





Criador de Viúvas


A noite roga pelo criador de viúvas
a escuridão clama pelo nono círculo do inferno
minha armadura é a sombra negra das viúvas
esperando a bruma sombria do inverno

vozes da encarnação na morte certa
chuva devastadora de mastruco e sangue
minha terra preta bate a sua porta aberta
seu batismo de fogo com meu sangue

esgrima de línguas vivas e mortas
envocando o floreto do redentor
meu ímperio sombrio ermo e sem portas
vozes da encruzilhada guiando o sangue do amor


o limbo queimado no caminho da forca
um pouco de corda com cheiro de pele
meu desejo maciço na cruz de malta oca
minha sede aquece a vedeta da sua pele.


Arthur Nett

06/08/2011


domingo, 20 de novembro de 2011

Troll Vermelho




Troll Vermelho



O espelho d'água é o rei do trono
alvorada da lua cheia na árvore
do seu amor sou o patrono
seu corpo de seda na paixão de mármore

no gramado do mundo das fadas
paixão plantada pelo troll vermelho
corações de arcos em lábios de flexas dadas
no interior do seu diário são o meu espelho

terra prometida na mordida da floresta
nossos caminhos esmaltados pelo duende
encantos de diamante em cascata
minha liberdade majestosa te prende

fada madrinha no ponto sul á mercê
da linha da tarde no piscar do unicórnio
o arco-íris brilhante para eu e você
nossos corações banhados pela constelação de Capricórnio.


Arthur Nett
04/08/2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Drácula




Drácula


Hábito á torre mais alta
bebo vinho de 200 anos num cálice de sangue
devoro a cruz de malta
não me saceio com carne só com sangue

todos bebemos da mesma fonte
a calda do suave veneno
no porto escondido não há ponte
só sombras num vispido asceno

a sombria da noite mexe o meu sobretudo
aos meus passos toca a sinfonia negra
meus pecados de sangue se confortam no meu colete de veludo
não sigo dogmas apenas uma regra

o nevoeiro revela as minhas pegadas
no breu total enxergo com clareza
minhas virgens de sangue doce estão vendadas
o sol me teme,sabe que sou mais forte que a natureza.
Arthur Nett
16/02/2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Elfo Rei



 
Elfo Rei


O fauno nadando na adrenalina
chicotes de aço na alavanca do chão
abrindo a armadinha do troll na gasolina
os portais do reino abaixo do chão

fadas do fino véu
elfos por todo lado
escada de pepitas até o céu
no castelo de areia consagrado

haste de leões
em uma cavalaria de flamingos
nas frestas dos portões
elfos montando flamingos

cintura fina da fada
nos ramos grossos do Elfo Rei
encoraçada de flores a minha amada
na brisa de beijos que jamais esquecerei.


Arthur Nett
01/07/2011

Tatoo




Tatoo
Não me guarde no seu coração
me tatue nos seus ossos
alinhavo o nosso amor sem provisão
nossa união deixa destroços

como piano de cauda toco sua cintura
uso seus cabelos como leme
tampo seus ouvidos para que continua pura
me afasto por segundos pra ver como teme

no mausoléu da nossa paixão
transborda o rio da hora
comigo nunca conhecerá solidão
sutilmente nunca me deixará ir embora

a tatuagem do seu pé tem o meu nome
meu beijo faz o teu sangue ferver
no meu peito de batom escreve seu sobrenome
minha pega faz seu corpo arder.


Arthur Nett
12/02/2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cavaleiro Medieval


Cavaleiro Medieval

No meu coração á dois tigres
um domina o ódio o outro o amor
sou o mestre das feras livres
algozes da minha tristeza e dor

O ciclope da minha alma
tem o olho gigante e rúbio
visíonario e quente como sauna
domina o caminho sem distúrbio

A odisséia do meu caminho
é subsídio de lendas e mitos
rico guerreiro caminha sozinho
culpado da invasão de seus conflitos

na minha mão o cavaleiro medieval
perdeu a batalha para as minhas virtudes
de luva onipresente sem deixar digital
sonâmbulo do reino das minhas atitudes.

Arthur Nett
30/03/2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Teatro da Dor



Teatro da Dor


No mar do teatro da dor
navego nas nuvens desse texto
o pierrô deixa suas lágrimas correrem por amor
ressentimento e dor fazem parte do contexto

esse espetáculo foi escrito pelo ermitão
que anda solitário mais nunca sozinho
fez todos os personagens espelho dessa nação
transforma seu sofrimento em lirismo e carinho

quando finalmente a cortina sobe
ela interpreta com frieza seu personagem vil
sua mágoa é destilada com ar esnobe
vingada e triste se refugia no seu vestido de vinil

você esquece de maneira fugaz sua fala
fica imóvel e esquece a dor
naufragada e abalada se cala
seu olho d'água está ancorado no amor.

Arthur Nett
24/02/2011


Minhas Pegadas



Minhas Pegadas

A areia dos seus olhos
tem as marcas das minhas pegadas
a brisa do mar sopra alguns conselhos
para que vejamos nas linhas da areia faunos e fadas

Nos meus Braços a maré sempre está alta
o mapa de onde estamos deixo a maré levar
sem relógio,bússola ou pauta
você é vital pra mim como o ar

Juntos na beira o ar fica rarefeito
me sinto como a brisa lá no alto
meu vôo com você é perfeito
na velocidade da luz cruzamos o asfalto

conchas mais reluzentes no nosso castelo de areia
o fauno cela nosso amor com algema de cristal
você tem cabelos longos é linda como sereia
a face oculta da lua nunca mais será igual.

Arthur Nett
11/03/2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Flor de Lótus




Flor de Lótus

O doce néctar do seu cheiro
faz só crescer o meu desejo
me afague por inteiro
adoro provar o gosto do seu beijo


gosto do perfume da flor
já fui ferido por seus espinhos
sua pétala é suave como o amor
sua cópula deseja os meus carinhos

a perfeição desse momento
nunca poderá ser lembrado
é como violetas brotarem no cimento
e some rápido como o orvalho no gramado

suas raízes são consumidas por uma chama
das estrelas cadentes no azul do céu
você é minha lótus reina na Terra e nascida no lama
selo seus lábios aos meus e cubro seu perfume com o véu.
Arthur Nett 14/02/2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Destino


Destino

Com um beijo selo seu destino
minha língua é quente como uma chama
macia como cuscus marroquino
começamos no restaurante acabamos na cama

Te levo pra ver as estrelas do Tadj Mahall
passeamos de gôndola por Veneza
Você nunca sentiu um amor igual
sou seu duque e você minha duqueza

Seus desejos são fortes como nevasca
amo frio e não o calor de Copacabana
meus beijos derretem o gelo do Alaska
tiro com cuidado o seu Dolce & Gabbana

Do princípio ao fim sempre seremos um só
seja em terra firme ou no mar Mediterrâneo
a vela do nosso veleiro tem um único nó
Sem lugar definido nosso romance é conteporâneo.

Arthur Nett
04/03/2011

Céu da Boca






Céu da Boca



Na imensidão da noite miro a Lua
e acabo no céu da tua boca
comigo sempre se sente nua
um único beijo te deixa louca


comigo corre como se estivesse nos trilhos
sou o vento que corta suas asas
te presenteio com com caros espartilhos
fugimos dos limites das nossas casas

você quase foge por um triz
sua tentativa fracassa por um fio
te trato como dama e meretriz
beijo e amordaço seus lábios pra não ouvir um pio

borro seu batom e castigo sua pele alva
sou seu senhor e você minha escrava
sobre o meu corpo se sente salva
com meu domínio nunca fica brava.
Arthur Nett
23/02/2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ovelha Negra



Ovelha Negra



No caminho sem volta na verve
afiando a morte na véspera
a ovelha negra serve
o ágape no centro da fera

uma noite após da outra
levando o tempo para que continue
servindo as trevas no adiantado da hora
cruzando em sete dias a linha tenue

no campo estéril europeu
brota em labaredas o louro
a semente do seu sangue é meu
durmo o dia todo em couro

o dia forte é o predador
no caçada das páginas do breu imune
em capítulos de alecrim nosso amor
ensanguentado em cada volume.


Arthur Nett
23/08/2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Arredores da Morte


Arredores da Morte


O inferno caminha na Terra
o capeta espera no fim da linha
ninguem mais caminha na luz da Terra
a noite inteira será minha

a herança maldita levanta
no túmulo da terra de ninguem
profanada a lápide pura da santa
á melodia celestial é rejeitada no cemitério do além

veneno lento como fogo no nó de pinho
no temporal queima para sempre
cavo na teia da armadeira o ninho
do amor tórrido no túmulo do seu ventre

a pá afundando no brejo
o céu noturno brilhando o vestido branco
nos arredores da morte vive o desejo
bebendo do seu sangue na sombra do tronco.

Arthur Nett
25/08/2011

Pegadas do Astronauta



Pegadas do Astronauta



A Lua conquista o continente
no pier do fronte de Urano
galáxia de Câncer gigante
atravessando os mares de Urano

passando os limites do Planeta Vermelho
abrindo no Cosmus o abismo profundo
e azul no corrego do espelho
refletindo o sistema Solar no fundo

o espaço do Planeta tecido
no buraco da agulha das estrelas
ofuscando o brilho jaz esquecido
nos pontos do céu das belas velas

pontos do tapete cósmico
lagunas das pegadas do astronauta
na sua estrela eu sempre fico
na minha constelação você salta.

Arthur Nett
22/08/2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Chocolate Suiço


Chocolate Suiço


Aquecendo o chocolate suiço
passando em volta do pudim
grossa calda de creme suiço
suas curvas mascavas pra mim

o canto fundo da colher
cortando a onda das balas de coco
vivo do seu açúcar de mulher
mil beijos madrilhenhos são pouco

brownies quentes na neve Suiça
Mary poppins faz o tenro petit gato
sua forma rebelde e uniforme de noviça
rastros de esqui no fundo do prato

algodão doce voa leve
nos caminhos de chocolate perdidos
sua pele branca como a neve
riscando nossos desejos esquecidos.

Arthur Nett
22/08/2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Ninho de Amor




Ninho de Amor


O labirinto da natureza em estradas de barro
nenhum segundo recita o caminho
ao cair das folhas de outono lhe agarro
nos seus atalhos nunca sigo sozinho

o tronco é o esconderijo da flor
sentindo os passos no solo
te achando no ninho de amor
prova a doce maçã do meu colo

a natureza é uma obra de arte
trilhando as peças do joalheiro
suas pétalas são parte
do meu sonho inteiro

o cartão postal vai além
na gentileza do vento
soprando no destino o seu bem
sentindo no caminho do encantamento.


Arthur Nett
28/08/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Últimos Passos




Últimos Passos


O sangue do demônio maculando o ar puro
o hábito cheirando a enxofre no altar
com as pegadas do demônio faço o muro
de sombras cercando quem quer me matar

solo sagrado com raízes no inferno
folhas de sangue nas lágrimas do tronco
os últimos passos do homem eterno
manchando seu vestido branco

a luz no final da estrada
manchando o escuro do rosto
raridades na escuridão sagrada
a tocha do inferno conhece o seu gosto

tijolos inocentes do castelo
afundando os cadáveres no grande lago
labaredas do inferno acesas no cabelo
o demônio do dia morre no fogo.

Arthur Nett
28/08/2011




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ponte Madrigal




Ponte
Madrigal

A noite toda acordado
escrevendo segredos na estrada
intemerata ao seu lado
no ressaibo da amada

as mãos atadas na linha
celeste onde esteve
sua pegada é minha
num sinal breve

luzes revelando o caminho
na ponte madrigal de algemas
aprisionando o seu caminho
clarão de amor aberto em algemas

no meio do nada
o meu desejo nunca dorme
descansa na lingerie da amada
com amante detento de fome.

Arthur Nett
11/09/2011