terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Noite sem Fim


Noite sem Fim

A mandíbula só solta
quando a vida acaba
com gosto de sangue em volta
no rio vermelho que nunca acaba

tudo que resta é o grito
na morte de mil cortes
no coreto de demônios jaz escrito
o ancião dos Deuses teme os fortes

na noite sem fim
instintos assassinos proliferam
as páginas se viram sozinhas pra mim
átras do livro de vidro na sua premonição

o tronco descendo pelo rio
e o desejo subindo á bota alta
seu espartilho ensanguentado e frio
meus caninos tocando seu pescoço como flauta.

Arthur Nett
03/06/2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Bosque de Trigo



Bosque de Trigo


O meu magma sobre a sua pele vulcânica
seu pescoço macio em perigo
meu desejo crescendo no joio de cerâmica
nosso amor retratado no bosque de trigo

seus passos de bebê no tapete de seda
meu coração disparado na sua floresta
meu sol brilha na sua água linda
no meu coração você sempre está

com a barbatana de Pvc
rubricando meu nome no quadril
envernizando eu em você
seu latex crivado no meu vinil

nessa cruzada de mão única
sobre os olhos divinos do Universo
nossa tempo sobra no pacto da química
escrevendo na película do amor nosso verso.

Arthur Nett 09/06/2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sobre as Estrelas



Sobre as Estrelas

Cresce o Oceano
em verdes Mares
perpetuo o ano
cumprido aos ares

hibernação no ancoradouro
nossos sonhos feitos d’água
nossa realidade um deserto de ouro
num cantil de beijos d’água

sua orquídea de primeira linha
orbita a minha ferrovia subterrânea
sua projeção astral de rainha
no amor real gerado na subcutânea

assim o diamante rosa australiano eterno
o meu cupido esculpe as estrelas sagradas
o seu coração no trabalho interno
sobre a luz das estrelas estamos de mãos dadas.

Arthur Nett
08/06/2011


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Diamante Bruto



Diamante Bruto


Tempestade de gelo em palavras ao vento
nas estrelas cegas dos Oceanos
a baia dos cavalos na refinaria do tempo
dos portões dourados da usina dos anos

Cada passo é o último
montando no redemoinho
céu estrelado num movimento íntimo
o vento sopra os lampejos do moinho

mergulhadores no rio ao último passo
os sonhos escutando os sinais ardentes
flores de verão plantadas no abraço
refletindo em olhos de vidro os espelhos quentes

a paixão compartilhada com o diamante bruto
talhado ao pé da estrada em tons camelo
com prazeres na estampa gera a paixão do fruto
megulhando da alma até o seu cabelo.

Arthur Nett
06/06/2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Coritiba Foot Ball Club




Coritiba Foot Ball Club


No alto do Olimpo alvi verde
onze guerreiros honram sua camisa
onde a armadura rubro negra se perde
a força do furação que vira brisa

na sala alva de troféus
a escuridão reflete o Coritiba
escrevendo de verde nos céus
o triunfo eterno coxa em Atletiba

Em cem anos de batalhas
de conquistas e glórias na Arena
abrimos o livro dos Oceanos em batalhas
em duetos do início das eras aos flancos da Arena

Como um trovão glorioso
emergem a tempestade do alto da Glória ao Céu
coroando o time mais vitorioso
do mundo pelos versos do menestrel.

Arthur Nett
30/12/2011

Gotas de Orvalho



Gotas de Orvalho


A última volta do parafuso
onde a bala prova o sabor do gatilho
a pérola cor de fogo sem uso
acende a estrela polar no espartilho

Névoa de fumaça em laços
florzinhas e poás na sua camisola
passos do destino nos nossos abraços
o sabor do gatilho linhal nos consola

no véu grinalda na gema de gibraltar
cavalga o ciclope da luz bonita
pássaro escarlate voa do grande Canyon ao altar
gotas de orvalho invadindo a aurora indômita

chamas da sua pele em madeiras de vime
seu corpo de seda engraxado pela minha mão macia
paixão azuleijada com beijos longos de cine
as estrelas caem na rede da sua fragrância.

Arthur Nett
05/06/2011