terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Shopping Palladium





Shopping Palladium


Houve várias épocas
que sua aldeia era abrigo
nossas eras eram poucas
hoje sou o joio e você o trigo

em dias escuros ilumina o meu dia
a minha terra dos sonhos 
brotando noite e dia
cintilados nas raízes dos seus olhos

toda trilha me leva ao Palladium
oriundos da minha alma
os laços da vida nos tornam um 
nas terras férteis presentes na alma

astuto e forte como o tronco
da baobá esteja vivo 
na era de seis mil anos do franco
nos seus corredores perpetuo como o crivo.

Arthur Nett
20/11/2011

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Reino Invisível


Reino Invisível
Sapateando a Tromba d'água
a tempestade de gelo é a melodia
com anel de fumaça e olho d'água
palavras envoltas as nozes de macadâmia do dia

na floresta verdejante do camaleão
o elfo escreve ao pé do orvalho
em folhas de besouro que viram leão
as ondas se afogam na areia do assoalho

o fauno de olhos vendados
o pombo das rochas no nosso reino invisível
a chama queima com brilho os segredos
da fada de coração de cristal sensível

amanhece a ninhada da colina
o homem pássaro sai do ninho
ao ouvir o canto de menina
a saga de amor fora escrita em pergaminho
.

Arthur Nett
15/06/2011

A Terra Canta



A Terra Canta
A terra canta moldando á argila
na destrutiva melodia do arbusto
percorrendo todo o seu corpo fica tranquila
com a sirene pulsante embaixo do seu busto

numa casa perto do Oceano
a ponto zero á leste
carrega nos ombros cada ano
do amor com raízes no pier oeste

com traços moldados no mogno
o urso extirado na areia num banho de lua
seu perfume deflorado em octogno
sua paixão rústica demais como pérola crua

correndo pelo doce impacto
da pena açucarada da selvageria
cavando fundo o nosso amor intacto
entregando a paixao que eu queria.

Arthur Nett
14/06/2012

A Grande Fera




A Grande Fera



A grande fera atravessa a cachoeira
lavo as mãos com sangue antes do carteado
num ritual pagão da nuvem negra no céu aberto a barreira
onde o osso duro abre as dez toneladas do cadeado

gavião negro no fim do corredor
a rosa maldita perfuma o coroinha
com cinzas do vulcão irrigador
profanando o túmulo daquela que foi minha

campo de batalha vasto
no conflito sem fim
bolsas de sangue são o pasto
da erva do demonio no jardim

colei seus olhos na escuridão
vivendo o brilho das sombras
esplendor da barbarie abaixo do cinturão
fagulha do inferno e sangue nas obras

Arthur Nett 08/06/2011

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Poder Ancestral


Poder Ancestral


O trem escurecendo a armadilha da morte
o coração humano fresco na taça cheia
no canal cavado pelos escravos da sorte
vivo pra sempre nos raios que semeia

sou o rei da terra batida
dos corredores da morte ao xerife
enclausurados na lei da fé abatida
com algemas de crenças fortes no álibi do rifle

palácio de barro entalhado em ossos triturados
filhos da lama sagrada eslava
choram sangue na jarra dos amaldiçoados
rito de passagem para a minha escrava

eu tenho o respeito do inferno
o poder ancestral ao Paraíso
trilhos do meu corpo eterno
na chama vermelha do meu sorriso.

Arthur Nett 06/06/2011

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Comboio dos Desejos




Comboio dos Desejos



Quero sumir na sombra da escuridão
levando o comboio dos desejos
no estopim molhado e suave do coração
em mil e uma noites de beijos

escombros ao vento vindo do norte
no blecaute da minha barba de chocolate
seus campos novos cortanto a linha do vento forte
a luz do meu universo refletida no seu esmalte

a realidade melhor que a fantasia
seu belo rosto uma doce ameaça
cruzei o limite da sua cortesia
com o olhar turvo se perdendo na fumaça

pedalando de volta descrevendo a Lua
pernas de tesoura no soldado de chumbo flamejante
o rosto vida vagando pela rua
meu equinócio de amor no seu vestido elegante.

Arthur Nett
07/06/2011

domingo, 8 de janeiro de 2012

Terra Longinqua




Terra Longinqua

O primeiro encontro de frutas silvestres
patinando nas pedras de framboesa
peito com peito em passos mestres
afinando o piano num minuto de beleza

o som mais doce de cravo e canela
seus beijos macios como pão de mel
sou o príncipe entrando na sua luz bela
encantado na marcha nupcial vinda do céu

os teres das cigarras são o entardecer
recanto selvagem das escadas cerces do Paraíso
silvícolas da Pocahontas te faz crescer
seu ágape elaborado no meu largo sorriso

terra longínqua de supremo esplendor
na grande nuvem branca da Nova Zelandia

o ballet de cisnes na aurora bureal do amor
nessa estrada sem fim no amor de cada dia.

Arthur Nett 22/07/2011

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Lobo Solitário




Lobo Solitário


Caravana de leões albinos no milharal
caminhos épicos na jornada do pônei
a libra escarlate viaja a sucursal
da fonte de beijos que jamais esquecerei

o lobo solitário anda no silencio do diário
os dois lados do sino são o ponto alto
na cachoeira do rosto no antiquário
retocando o diário com memorias de salto

pos trás dos seus olhos
nos sussuros dos meus sonhos
no meio dos matos vermelhos
vivo perdido nos seus caminhos

luvas nítidas rondando o alce
palavras vazias nos arbustos da esperança
conto as estrelas pela sua face
seu corpo versado no meu rosto de criança.

Arthur Nett 26/07/2011

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Menestrel Errante


Menestrel Errante


O bolero de Ravel em longa estadia
no castelo atingido por palhas
de canhões flamejantes da noite até o dia
nosso cúpe nas estradas das armadilhas

cruzamos o caminho dos pombos ao vento
o menestrel errante canta em assobio
a fada fluoresce a vida no encantamento
o cupido nada no final da noite no cenóbio

o galante guerreiro doma os leões
a princesa brilhante no escuro
do pônei na aventura ousada de corações
de beijos prolíferos do nosso amor puro

minhas arnês inconsútil seu vestido de renda bela
no encanto sútil da vara de condão
o tempo voa no amor de cinderela
em suspiros do vale no doce coração.
Arthur Nett
28/07/2011