segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Borboleta do Colarinho



Borboleta do Colarinho
Livrando as correntes do proibido
pétalas cobrindo as curvas
na estrada sinuosa á luz do desinibido
estrela guia do amor nas chuvas

o leme do céus traiçoeiro
osnis de luz celestial
enchendo a fonte do forasteiro
beijos no fundo do Mar sem sal

magnatismo de flores na coroa
onde os verso nadam em mil voltas no beijo
a borboleta do meu colarinho voa
na deusa do seu jardim de desejo

como peça de argila vira estatua
no vitral do pôr do Sol
sua cintura borbulhante e crua
batiza o caldeirão do meu lençol.

Arthur Nett
26/06/2011

As Sombras da Escuridão


As Sombras da Escuridão
O vampiro arranha as portas
as luzes cegas protegem a ovelha desgarrada
o Abismo do inferno mostra as respostas certas
coletando o sangue da imaculada

sinto na névoa a estaca
interrompendo a sombra da escuridão
na correnteza de sangue aos meus dentes de faca
me sirvo do ágape do guardião

Em Carpacia todo homem é livre
come a carne da ovelha negra
seu pescoço é o ninho do ventre
onde o sangue mascavo é via de regra

meu canino maduro seu sangue novo
seu vestido caindo na oração
amarro os seus cabelos ao veludo do polvo
que alimenta o monstro do meu coração.

Arthur Nett

21/06/2011

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Rosa Cravejada



Rosa Cravejada
Amotinado é difícil de descrever
como o sol brilha no manuscrito
exumando a rosa cravejada ao amanhacer
arrebanhando a essência em sanscrito

os caminhos desaparecem
na vara de luz da tempestade
carruagens de fogo fluorescem
desatando os nós da saudade

não tenho mais lágrimas de cervo
por conheçer a terra do seu sorriso
pinhal de pássaros que escrevo
em tecedeiras douradas do seu Paraíso

voltou pelo mesmo caminho
as ondas triangulares fogem ao Deserto
seu toque afrodisíacos com carinho
no amor sem medidas ao pier aberto
.
Arthur Nett 25/06/2011

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Livros do Luar


Livros do Luar

Nos livros do luar escrevo com limão nossa epopeia
para ser lida na escuridão a luz das chamas das páginas
de sonhos realizados que só a luz clareia
encerrando com o arpão num estágio de ruínas

lobos uivando na minha alma fazem parte
do cataplasma do amanhecer ao seu lado
em você tenho amor,pão e arte
clássicos beijos de um amor demorado

sirvo as hordas das taças do seu orgulho
chupo a laranja que você descascou
escapo diante dos olhos sem barulho
se culpa e tenta fingir que nunca amou

gula da noite , luxúria do dia
sempre haverá lugar no meu coração
frio ou quente só eu te compreendia
seus lábios de fada sempre desejarão.

Arthur Nett

02/04/2011

Erupção de Folhas


Erupção de Folhas


Os dias passarão a prova de balas
o auge da noite será eu e você
pise fundo solte o sinto e faça as malas
sinta a química da viagem de eu em você

quando dormir te acho no sonho
estou sentado no meio do nada
na erupção de folhas da história sozinho
munido de amor por você minha amada

armado com a última lua
seus olhos vierão das estrelas
sua alma pura sua pele crua
são a apetite dos meus lábios a luz de velas

nosso romance é um livro sem final
juntos seremos jovens pra sempre
o enredo dos nossos beijos é vital
broto uma orquídea no seu ventre.


Arthur Nett
08/04/2011

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Trovões de Camelias



Trovões de Camelias

Nunca fui tão longe atravessei continentes
por uma noite fui amante do verso singelo
corri na barra dos campos eminentes
escalei os espelhos da sua colina em degelo

perversos trovões de camelias
golpeão a distancia sua essencia
perdido em você vivo a misteriosas tragedias
acolhedora roupa íntima desnuda de evidencia

nas arterias da mansão retro
os corredores da minha alma vão além
parto na emoção da sua caçada feito metro
quer meu beijo e de mais ninguem

blefamos a trejetoória da rede do futuro
pássaros cantando pra você minha amada
no seu peito tenho doces memórias do meu amor puro
superamos o ímpossivel do suave rapel da escapada.


Arthur Nett
02/04/2011

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Luto do Sol






Luto do Sol


Rei do castelo de cristal
meus anjos não tem auréolas
na noite só a lua é celestial
mortais são jogados aos leões como libélulas

A escuridão da noite guarda meus segredos
no templo dos sonhos dos imortais
pesadelos previlégiados nascem sem medos
o luto do sol faz nossos olhos despertarem iguais

Madrugadas do sul, noites do norte
abalada você mancha o vestido minha marionete
com uma gota do meu sangua sente como sou forte
minhas presas rasgão seu pescoço como gilete

Você da sua vida por mim
supondo que terá lugar ao meu lado
será apenas a rosa mais bela do meu jardim
sou livre,ardiloso,sombrio e indomado.

Arthur Nett

16/03/2011

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ampulheta da Escuridão


Ampulheta da Escuridão


O grito ao vento sussura no meu ouvido
o ritmo do duelo dos morcegos
no banho de sangue tudo faz sentido
nuvens negras deixão os devotos do sol cegos

A ampulheta da escuridão pertence ao Czar
soberano das lágrimas negras dos soldados da resistência
envolvido com a sorte aposta no azar
enegrecendo e engarrafando a existência

as veias da torre destilão o veneno
moita cevada com respingos de sangue
suborno gargolas com carne e veneno
nossos azarões sentem o mormaço do mangue

o perfume do desespero dos humanos fede
como agrado apaguem todas as luzes
a trilha da escuridão tem sangue que não se mede
com os ossos dos mortos fazem novas cruzes.

Arthur Netto
26/03/2011

Agulhas do Presente



Agulhas do Presente

 
o legista de toda a sua vida
faço a autópsia do seu passado
o sinal verde dos pássaros controlam
infinitas horas dos dias ao seu lado

finita vinícola que destila seu amor
nas garrafas do meu coração de uva
no copo do seu ventre incentivador
o distintivo do seu suco me prende como chuva

apaziguo aos beijos seu escândalo
corações ao chão e copos ao alto
sua trajetória no meu perfume de sândalo
arrepio suas curvas como asfalto

feche os olhos e fique de mão aberta
sua alma de águia voa nos meus cabelos
sua corrida no meu corpo tem vitória certa
agulhas do presente nos tecem feito novelos.

Arthur Nett
01/04/2011

Bulevar do Encanto




Bulevar do Encanto
Amadurecimento cinzento no canto
do céu azul nos seus desejos
te prendo na bulevar do encanto
em estrelas fascinantes de beijos

alameda da nuvem branca
famélica trilha de amor
na sua colina branca
arrepios nas pegadas de flor

prazer de amendoas no vento livre
arranhando a coroa de flores
rumo ao leste para sempre
no rastro das suas flores

o Azul do Céu no alto do pico
com o Sol esculpe a montanha
no seu calor eu sempre fico
nas estrelas sempre será minha.


Arthur Nett

24/10/2011

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mulher da PolÍcia




Mulher da Polícia
Mãos macias na mulher da polícia
confio nos instintos da algema
sua cinta - liga prende a minha delícia
num tiroteio de beijos no bandido de cinema

crimes voltando pelo mesmo caminho
fogo cruzado nas armas de festim
na sua cela nunca fico sozinho
tenho seu uniforme no meu festim

afogado nos laços da inocência
coberto de palha o carro em chama
sua perseguição a minha evidência
mergulha na prova de fogo na cama

Jesse James nas últimas cartas
penitenciado no calibre da pena
sou o suspeito das alianças fartas
enquadrando você na minha cena
.

Arthur Nett 04/08/2011