segunda-feira, 19 de março de 2012

Terso Fim


Terso Fim


Arrojo no Navio do Deserto
cai do Céu a poeira
venerando voçê de perto
entalhando na cachoeira

Era Vitoriana na chuva torrencial
arsênico celebre e sintuoso
num beijo antigo na aurora bureal
amor antimônio no solo impiedoso

província do corrego succínico
no antepasto do veneno indesciso
nosso beijo trancedental de succínico
corações frios batendo até o friso

espírito livre em troncos amarrados
grito o seu nome em verso pra mim
num prontuário furtivo dos testamentos perdidos
nos nossos beijos até o terso fim.

Arthur Nett
30/06/2011

domingo, 18 de março de 2012

Comandante das Nuvens



Comandante das Nuvens

O Comandante das nuvens
em caminhos sinuosos
nos lados selvagens
onde os astros dançam pomposos

clima de cereja na luz do Céu
estrelas de vista turva
orbe marruá do Céu
magneto da sua curva

o homem das estrelas
mulher dos astros
suas cores belas
em cósmicos rastros

brinco na cratera solar
capturando a impune sombra
da relíquia de te amar
seu alibi é minha obra.

Arthur Nett
28/06/2011

segunda-feira, 12 de março de 2012

Conto de Fadas


Conto de Fadas
Luzes fora do quarto escuro
linda como a Lua
em torno de voçê refreia o muro
de garranchos na parede crua

cosmopolita da sua coluna
é o príncipio da fonte do desejo
assimilando a língua de lamina
persuadindo o Céu aberto do beijo

a dobradiça mais pura da floresta
laica continua o conto de fadas
bichos de pelúcia no coquetel da festa
nosso castelo de barro feito de mãos dadas

tocando Choppin em concerto
compondo seu mundo paralelo
os lábios engravatando mais de perto
na gargantilha degregada do amor no elo.

Arthur Nett 28/06/2011

O Sangue Foge


O Sangue Foge

Lua azul na bússola mendaz
aprisionando as conchas nas estrelas
como Rembrant no rosto do capataz
a luz pedante dos seus olhos apagam as velas

o lobo negro em Montes Claros
o apache no navio fantasma
com sua língua própria dos seus membros
marinheiros na comezaina do cataplasma

almas inocentes servidas
na bandeja de prata
virgens tatuadas
com sangue que foge a porta

reavivo os meus poderes
envoco os meus filhos
pronuncio aos mestres
estalando os ossos como galhos.

Arthur Nett

28/06/2011