sábado, 30 de junho de 2012

Vikings




Vikings

A ninhada do Drakar
aquecida em verdes mares
rompendo os corais do ar
o dragão suga toda a água dos Mares

Cravando suas garras
nas barbas de Netuno
vinkings acordando as terras
ornando a proa do Mar noturno

bravos vikings seguem
o canto agridoce da sereia
onde o furação não os peguem
e os deixem longe da areia

Caminham em verdes Mares
em formas de Snekejja
normandos como lágrimas aos bares
sem que o diabo os veja.

Arthur Nett
31/01/2012


terça-feira, 26 de junho de 2012

Os Braços são Troncos




Braços são troncos

Cicatrizes do tempo livre
rugas de amor são a lei
tempo é segundos na pata do tigre
sou seu César décadas antes do Rei

meu sobretudo cobre seu Céu
revelo a armadura como um bárbaro
belo oceano do seu coração é meu troféu
meu par sublinhado e raro

meus braços são troncos de cem anos
seus rubros cabelos são chamas do inferno
olhos no mundo mágico do fim dos Oceanos
algemo nas linhas da mão nosso tempo eterno

quebre á janela dos meus olhos
veja o romance do sol e o mar
desnorteado gatilho de ouro nos espelhos
fim da corda que almeja te amarrar.

Arthur Nett
28/04/2011

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Flor de Mil Gotas






Flor de Mil Gotas

Avalanche de ameixas do seu perfume
na beira d’água que bombeia meu coração
cresce o Oasis do seu ciúmes
ando na chuva dos seu lábios que flamejam

as curvas mantém a linha
da centelha de ágate na grama
que cresce verde para ser minha
flor de mil gotas de chama

penteadeira dos anos faz sua make
de luvas cor do dia no iate
meus braços se esvai seu bronzeado fake
calor desfocado e brilhante de boate

trem das cores anda no seu trilho
meus beijos de morango são a hulha
da locomotiva sem porta com caixilho
fescenino de pêssego melado na fagulha.


Arthur Nett
                                                                                                                                       27/04/2011

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lábios de Quimera




Lábios de Quimera

Bebo todo o seu sangue em brasas vivas
últimas palavras ouvidas pelos meus venenos
tiro da manga o pulso das chuvas
que vaza seu baralho de ossos obscenos

sou o lince coringa do necrotério
minhas garras ás de espadas temporal
cálice de vinho sagrado do cemitério
peso da cartola carcereira do vendaval

escravos fantasmas fazem escândalo
bocas de lobo tomam leite
lábios de quimera nos beijos de vândalo
furo de balas mero enfeite

nos meus braços cresce em mil gotas
juntos os minutos são de prata
hecatombe do meu coração em mãos certas
te ensino a voar na casamata.

Arthur Nett
29/04/2011

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sangue Pirofano




Sangue Pirofano


Distantes e crueís as mortes estão de luto
virando as páginas do amor escrito com sangue
brigadas e afogadas pelo negro fruto
gigante que serve o justo tecido do mangue

bereta do ferétro abstrata
do posto sóbrio de ressaca
no tempo dos assassinos de lata
é medida a poluição pelo Alasca

dez mil sols ardem escuros
riscam no quadro negro da Terra
puritanos são gizes sinceros
santuário de sangue que erra

lágrimas de sangue pirofano
são amantes da vanguarda
cônjuge do ominoso e profano
que afoga a alma que nos guarda.


Arthur Nett

28/04/2011

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Oasis de Beijos




Oasis de Beijos

Algumas ervas do Deserto
no esplendor viram flor
seu calor por perto
é o sol da manhã do nosso amor

raios de sol acordando a areia
dunas com ninhos no fundo do Mar
sou o Mar e você é a Sereia
voçê é o doce calor de amar

numa umidade de quarenta graus
o mar de gente na sombra do cacto
sua escada são as dunas dos meus degraus
nosso Oasis de beijos no pacto

dínamo de ladrões de ossos
tempestade de areia no sarcófago
amor de pirâmides em amores como os nossos
beijos encalorados tirando o fôlego.

Arthur Nett
02/08/2011

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Lua beija a Terra



Lua Beija a Terra

Com você não presciso de rodas
pra correr já tenho asas pra voar
no seu mar azul reserva as ondas
das algas do passado até o meu velejar

sussurras ao vento o desafio
do corpo reveberar na velocidade do som
tira meu fôlego e me honra até o último fio
a lua beija a Terra isso dá o tom

fogos queimam o Céu
feroz supremacia da polpa da lua
de prata ilumina o carroussel
a hora luz que navega na rua

reino da madrugada na gruta
taças de vinho justos pelo couro
beijo seu lábios macios como fruta
seu corpo escala o meu enigma de ouro.


Arthur Nett
26/04/2011

terça-feira, 12 de junho de 2012

Leão do Vale



Leão do Vale
Sigo o dolar furado
que beijou sua palma
acho a moeda de sangue dourado
jabaculé nos laços da sua alma


milagre meio a evolução
antes eramos o magnífico par
alucinados sentido a emoção
do efeito de virarmos impar

chuva de colonia da vida a estátua
esculpida pelo leão do vale á sua face
minha boca de cereja é tua
a fada encantada faz o nosso enlace

exploro as matas da noite sem preço
conquisto o caminho até você pela selva
passamos todos os dias desde o começo
internados até a noite infinita com relva.

Arthur Nett
26/04/2011

Nativos da Escuridão




Nativos da Escuridão

Para os nativos da escuridão
o Paraíso seria o verdadeiro inferno
desarmam a fé e elegem os líderes da destruição
descascam os pais fornidos de leite materno

frutos obcenos nascem no silêncio que grita
árvores negras nativas crescem condenando a presa
o senhorio sombrio manipula o leilão que alimenta
vícios superficiais de demonios que você despreza

cilada da caverna sem marquise
ferida a fuzelagem do que era segredo
feras esperando na fila da crise
sete dias para o bem ser disimado

a pira funerária cospe fogo
o demônio segue o pêndulo do Caos
imersos na lama desde o Império Grego
anáguas da guerra entre o bem e Caos.

Arthur Nett
30/03/2011

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Minhas Madeixas


Minhas Madeixas
Procriam as cavernas de giz
möet cobertas com fru fru de veludo
seu corpo espumante sempre quis
sua uva verde envelhecida no meu cabelo

acidez de fruta pegando as deixas
no solo de champagne com os olhos de fora
seu desejo cristal preso as minhas madeixas
café du palis envelhecido desde a aurora

vinho espumante na árvore sem folha
labirintos de giz nos campos da frança
seu Dom Pérignon ganha tempo na rolha
meus cabelos longos enchendo a sua taça

möet cruzando o Céu
café du palis contorna a Lua
meus cabelos dormindo no seu véu
minha boca degustada pela sua.

Arthur Nett
02/08/2011

domingo, 10 de junho de 2012

Beijos Mascavos





Beijos Mascavos

Nasci nos seus sonhos
elevo e reavivo sua realidade
leio sua mente no roupante dos carinhos
clones da minha nobre verdade

aceito o convite para á côngrua
lua prateada num jantar com vela
o tempo passa coberto pela bússola nua
nossos beijos com fé de capela

Oceano do seu corpo sente
o desejo do barracuda voraz
seus lábios famintos como serpente
sua mão macia meu capataz

seus olhos estão costurados
na evolução do amanhã em mim
colados juntos e moldurados
na tela pintada no belo jardim.
Arthur Nett
24/04/2011

sábado, 9 de junho de 2012

Veias do Segredo



Veias do Segredo

Perdendo o sangue no ciclone
de olho morto com sede de sangue
a escuridão no teu corpo insone
minhas presas batizam o teu sangue

demónios correndo no coração
em santas veias do segredo
desapareço na escuridão
matando o seu medo

no amanhecer a morte está vindo
as trevas vivem no dia morto
sua vida me seguindo
a morte eterna faz o seu parto

a semente do demónio sobrevive
nas cantigas sagradas em terra inférteis
na minha sombra você vive
a vida eterna de corações férteis.
Arthur Nett
31/07/2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Palácio da Eternidade



Palácio da Eternidade
No rumo do palácio da eternidade
é onde o astro rei nasce
com rímel nos olhos da verdade
em novos ares o nosso amor cresce

pontas duplas no destino
pó natural maquiando o vento
seus lábios são o meu destino
meu sorriso largo é o seu vento

chuvas de verão com línguas afiadas
batom na margem do Oceano
bocas seladas e mãos dadas
o amor se maquiando a cada ano

a jornada apenas começou
manchada de batom no caminho
nos meus beijos se saciou
e nos seus braços nunca estou sozinho.

Arthur Nett 31/07/2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Arredores de Paris



Arredores de Paris
A jarra de magnólias regadas pela colher
plantada nos arredores de Paris
uniforme de dama no aroma de mulher
beijos escondidos no baile de flor de lís

pétalas banhando o telhado da casa antiga
num eclipse de perfume na luz da magnólia
meu acorde secreto na sua cantiga
minha aria no verso da sua história

passagem subterrânea de flor
cavalina com calda de caramelo
minha terra exposta brotando o seu amor
nas fragrâncias de seu cabelo belo

trezentas flores em Berlim
tendem a fluorescer a melodia
sou o bardo do seu jardim
e você é a flor do meu dia.

Arthur Nett
31/07/2011

A Sombra Nos Cobre


A Sombra nos Cobre

O relevo no meio do nada forja no caco
no alambrado cumprido prisão perpétua
floresta azul do tempo livre do fraco
no auge minha boca presa a sua

a sombra nos cobre
nas chamas da nuvem
em beijos de cobre
em grades de ferrugem

o camaleaão prendendo o horizonte
no ar livre do cogumelo selvagem
sou a água da sua fonte
atravesso o mundo na sua margem

a pena escondida na areia
consome as ondas do Mar
me perco no seu perfume de sereia
brotando na água o nosso amor.

Arthur Nett

30/07/2011

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Amor Périplo



Amor Périplo


O clarão do relâmpago nas cinzas dele
no céu escuro do lago congelado
me sinto fora do calor no frio leve
meu amor périplo até o seu lado


ventos violentos no dente de leão
búfalos brunidos de neve
meu beijo adocica o seu coração
flor da pele gélida e suave


águas lindas abraçam o urso
atravessam as costas
no seu corpo perco o curso
paixaão a deriva nas suas costas


marcha de flores com máscara de esqui
o boneco de neve com os filhotes no ninho
acabam as dores da jornada até aqui
no seu calor nunca me sinto sozinho.


Arthur Nett
29/07/2011

Colunata de Árvores



Colunata de Árvores


A mordida da floresta
faz o lado negro acordar
colunata de árvores sombrias em festa
a meia noite é o nosso lar

cachoeira de fumaça no sal grosso
a nuvem negra me enterra vivo
a sete palmos está o meu osso
o rio selvagem lava o meu sangue viúvo

o desejo de sangue queima por dentro
dos dentes de alho no ponto de ruptura
na torre de enforcamento é o encontro
das minhas presas pícaras com a sua pele pura

pacto de sangue onipresente
onde o cego pode ver a lama
o lado demoniaco sente
a imundação de sangue na chama.

Arthur Nett 29/07/2011