sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Odisseia de Judas



Odisséía de Judas




Brilha mais que o relâmpago no Paraíso
no inferno insetos caminhão pela morte
o anjo foge domado e confuso
nuvens abrem a escuridão no corte

pressão do sangue tem remorso
do grito no vácuo quando o sol morrer
o filantropo arruinado no seu esforço
vivendo nas sombras sente o sabor de perder

larga e profunda Odisséia de Judas
para os detidos no nono portal
agulhas negras adubão com iodo as mudas
brotão traidores no quintal

inimigos dos muros de água benta
coração negro com os crivos da ressureição
blindagem ramificada e sedenta
pupila dilatada do olho sem feição.

Arthur Nett
09/04/2011

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Beijos do Infinito




Beijos do Infinito

O veneno invisível escorre
pela colina do coração partido
na velocidade da luz o sangue corre
passeio do sentimento seguido

seus pedaços são o meu inteiro
seu ouro comestível de garota má
é fumaça no projétil pioneiro
que enverniza o cano da minha pá

marcas de tiro na coxia
cúmplices de fogo e pólvora
maãos do Universo na argila da Galáxia
beijos do infinito no seu corpo de amora

meu coração de Tibet
seus lábios de diamante
despejo a queda d’água ao seu pé
molho a flor da pele refrescante.


Arthur Nett
10/05/2011

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nacre




Nacre

A clear night in calm sea
the chariot to stand pearl
in the logbook as poetic psalm
cartier wrist skin and pearl

copper wires in the enclosure
maturing a glass of Merlot
the fire of passion burning belt
the first instinct shot

the trunk never changes
with the warmth of the seasons
in the cold knowing the silent land
reganda with tears Hearts

your part is my
my whole entire your
Wind conducive to beauty queen
Romeo Juliet will drift.

Arthur Nett
21/06/2011

Arthur Nett



Arthur Nett



"No filme da minha vida
sou um vilão interpretando o mocinho
sei a hora da chega e da partida
não presciso nem de vento como o moinho

Meu nome só pode ser dito pelo vento
meus segredos são terra exposta
jamais serei derrotado pelo tempo
sou uma figura única e composta

Não sou apenas musculo e carne
sou verso,melodia e poema
nunca perco mais deixo meu charme
num acorde te revelo o tema

Com cem línguas não definiria o Arthur
uma mão não é suficiente por isso sou ambidestro
canto a sonata das décadas com glamour
na sinfonia do meu destino sou o maestro

Tenho raízes na lua e pés no chão
não sou o fim nem o meio sou o começo
do vale onde tudo é belo desde o grão
toco a harpa de cada momento sem preço

o enlace das lascas dos espelhos
refletem as minhas lembranças
deflagro um rio de conselhos
que desaguam num Oceano de lideranças

meus sonhos sabem o caminho
os meus pesadelos perdem o rumo
tenho muito perfume e espinho
o brilho das estrelas é o meu prumo".

&¤®^Â^rthur®¤& Nett®¤&(I)
15/02/2011

sábado, 25 de agosto de 2012

Jeans Enforcado





Jeans Enforcado


Saindo do chuveiro
a água continua fervendo
toalha de rosto é o chaveiro
do orgão vital crescendo

jeans enforcado
no uniforme em curvas
da reta do cadeado
aeromoça desnuda de luvas

milhas de voô do condor
aos chicotes na ternura do chão
a carruagem do nosso amor
toca o toldo do seu coração

sua lingerie dos meus desejos
seus lábios meu recruta
santuário de morango dos beijos
néctar mascavo de fruta.


Arthur Nett
09/05/2011

Hard Rock




Hard Rock

The eyes of the night with shadow azure
shirts leopard lipstick-stained
stream of sweet words from East to West
the winged horse of Guns'n'Roses setting the tone

Led Zeppelin guiding lights of the village
boys will free prisoners leather pants
hordes of groupies wild fills eucateia
guitar solos making up the treasure

jewels are the penumbra of the day on the mast
vinyl is the interlude of silk in extravagance
Kiss of dawn and leaves scar trail
Aerosmith recruiting the essence of fragrance

destinations in the wind in the hair of Rapunzel
dust walks in radiant faces of heartthrob
drinks that burn the Blue Sky
gazebo in the garden angels of Satan.



Arthur Nett


17/07/2011

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Death will live



Death will live

Long paths in the shadows of Tennessee
risks with bitter in Paradise
alive to death since I was born
days go on nights of your smile

on the lips for hours
lines of blood on our way
rush of blood on the riverbank
My sanctuary in their nest

the darkness back to life
the bane of star king
their flesh chewed departure
the night with your blood toast

buried in the sound of the whistle
luzidos horses in pitch obscene
kisses the serpent keeps it safe
her body stuffed in my poison.

Arthur Nett
01/09/2011

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Remembrance




Remembrance


Use your photos to light a fire
heat reminds me of your embrace
my memories burn like timber
your body misses the strength of my arm

our memories turned carbon
the future of our relationship went up in smoke
I wonder if out in vain to
just keep a picture of us in the square

no more hairs of your head on my pillow
her perfume on the cushion disappears with the wind
tries unsuccessfully to forget our laughter with time
deluded thinking that I'm just a stranger

Our cycle is only in the middle
you are my rose and I your garden
memories with me sasseio
you will always be my everything.
Arthur Nett
23/01/2011

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Condemned to Heaven




Condemned to Heaven


Before you all in my life
was an off rust
warm and mysterious invites me
alchemy of our time is mirage

beside her sentenced to heaven
Habbeas corpus with Bald Eagle
my white skin and my black steed
Angel is my witness gypsy

long his sentence will be by my side
without appeal each year deserves punishment
felony crime is Love inapelado
runs free through the fields of my release

Exciting, lengthy flavors of his sacrifice
supersonic crates of his liberty
the links in my cuffs are tornão his craft
in my kisses finds its identity.
Arthur Nett
28/03/2011

Anel da Língua




Anel da Língua

Escapo das minhas vontades
em mil canções e uma melodia
torno dos seus desejos em pirâmides
na calda de chocolate do meu dia

amarre minha mão
na linha que ferve
o fim da distância do coração
para a alma o atalho serve

escuto o sino mar adentro
mãos vazias em luvas embriagadas
anel da língua e boca no centro
no quintal lábios selados com mãos dadas

seus passos perdidos
acham minha pegada
pássaros de neve cravados
na sua saia molhada.

Arthur Nett
08/05/2011

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Majestic saga




Majestic saga


His soul goes up your body falls
his lips to my mercy
hypnosis in my fingers his fear fades
joining the link chains as bouquet

Our house of cards marked
the queen lost her crown
in my arms feels his strength renewed
Our majestic saga is the armor that flies

you do not play with the ground
My feet feel the velvet
leaving our sorrows by going
sick of the dungeon mirror

Oceans when my lips
flow into the banks of its rivers
sliding down his crown as the wise
storms reigning and sailing without shivering.

Arthur Nett
28/03/2011

Asphalt Cowboys




Asphalt Cowboys


Cowboys asphalt fumes in ash
vultures in the bulletproof steel horses
whiskey in bandanas volcano ash
the dragon in a cage golden arm

fire arrows in the bow of the Mustang
jump from the top of Liberty Canyon
cross fire with the harness Devil's Blood
paths of slaves traces of freedom

Leather armor studded with rivets
Gods of Metal in the vein running
damn aimlessly with skulls decorations
Heineken exceeds morning until supper

Ring of Fire lights up the night in rugged Marlboro
epic journey bat spreading its wings
First Lady Harley with bull horns
roads virgins deflowered by wheels on fire.

Arthur Nett
15/07/2011

Letra Escarlate



Letra Escarlate


A luz antiga no túnel de vento
a lua cheia acende o abajur
sinto consolo no seu tempo
nossa amizade guardada com glamour

as folhas do livro ao porto
lagos no olho da borboleta
no seu abraço sinto conforto
marés com perfume de violeta

a letra escarlate escreve no cascalho
caminhos que atravessam a água
vivo na sombra do seu olho
na palma da minha mão brota sua água

a maré guia o destino
suas pegadas me guião
por ondas do nosso destino
navega no meu coração.

Arthur Nett

29/08/2011

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Perigoso



Perigoso

A vida só tem  sentido
com cheiro de sangue na mão
meu instinto jamais esquecido
pela escuridão do seu coração

na noite soa a nossa vida
o dia cala o nosso pecado
do abismo da partida
até o fundo do poço ao seu lado

meu sombrio beijo
perigoso como sempre
com sangue escreve o desejo
nas páginas do seu ventre

seu sangue é meu
seu espírito livre preso a mim
meu corpo eterno é seu
o Inferno é o nosso jardim.


Arthur Nett

31/01/2012

sábado, 18 de agosto de 2012

Lua Graciosa





Lua Graciosa

O Céu perdido
sobre o amor
jamais esquecido
brotando a estrela da flor

as pétalas depois do concreto
no azul do Paraíso
sinfonicamente certo
meu olhar paira no seu sorriso

florescendo o pólen da vida
ao seu lado claramente
planto os astros da vida
regendo a paixão sutilmente

a Lua graciosa
alimenta o desejo
da sua boca saborosa
pela sinfonia do meu beijo.

Arthur Nett
08/01/2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vampira de Alma






Vampira de Alma

Meu primeiro amor
por uma vampira de alma
começa no perfume da dor
o cheiro do sofrimento me acalma

a eternidade é o nosso Lar
sinto o seu  cheiro no tempo
que passa tentando me matar
estarei sempre vivo como o vento

as minhas lágrimas correm o seu rosto
seu sangue escreve a minha lenda
no livro do Inferno descrevo o seu gosto
ao ver as garras do Diabo se renda

somos filhos do Dragão vermelho
que bebe o sangue eterno
que não aparece no espelho
e governa a escuridão do Inferno.

Arthur Nett
08/08/2011

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Árvore da Vida



Árvore da Vida

O nosso amor acontece
de maneira que não esquece
em cada beijo cresce
em cada dia amadurece

nasce no Sol sobre
as raízes do chão
meu corpo te cobre
você vive no meu coração

palavras não ditas nas folhas
que caem da árvore da vida
cada fruto são escolhas
nessa paixão unida

dias passados
noites que viram
invernos acabados
ao começo do verão.

Arthur Nett
17/06/2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Noite Chama o Meu Nome




A Noite Chama o Meu Nome

Andei milhas a fora
na poeira do tempo
esperando a luz ir embora
envelhecida pela voz do tempo

a noite chama o meu nome
nas chamas da vingança
nasce o sangue que consome
a minha presa te amansa

abro as portas escondido
pois é difícil viver
na luz esquecido
e na escuridão nascer

a luz da Lua nos aquece
onde o coração descansa
o inferno me conhece
nos meus braços sua alma descansa.

Arthur Nett
06/04/2012