domingo, 27 de janeiro de 2013

Zéfiro do Céu





Zéfiro do Céu

A brisa na folha se consome
todo o tempo da vida
você grita meu nome
com lagrimas na partida

a própria morte dos galhos
ao rio acima do coração
nas cascas conheço seus atalhos
bravas seivas que dilaceram meu coração

zéfiro do Céu como o rosto
abrindo no vento o romance
minhas lagrimas cobrem seu rosto
meus braços abertos ao seu alcance

á vida tem sentido
vendo a baobá crescer
nunca tinha sentido
a dor de vela sofrer.

Arthur Nett
26/11/2011

Caminho do Grito




Caminho do Grito

O dia morre de olhos abertos
na madrugada nasce enganada
pela sacerdotisa dos certos
a sombra conspurca as pegadas da amada

a veia é a sentinela do corpo
chicoteando o caminho do grito
fuja da vida presa no corpo
sinta a eternidade do espirito

o negro sangue dos ossos
trocando a vida pela eternidade
mordaças de beijos que eram nossos
retratando a eternidade

meus desejos desafiam Lúcifer
o fogo tem o temor de Deus
o buraco na cova faz crescer
a fé do ceifador nos sandeus.

Arthur Nett
08/11/2011


Estrelas do Mar




Estrelas do Mar

No fundo do Mar
meu coração continua batendo
afundado ao te amar
nas ondas da paixão te entendo

nossas vidas como estrelas do Mar
no Céu da concha reluzente
no azul da agua a me amar
acordo navegando no que sente

beijos sizígias de agua
na areia conhece o solo solido
pesa bastante na agua
pelo seu destino foi escolhido

a força da natureza
no luar dos mares
meus desejos com certeza
em ondas do amor dos Mares.

Arthur Nett
23/11/2011

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Flor Eterna






Flor Eterna

Os grandes lábios do vento selvagem
na ascensão de beijos molhados
pelas gotas da tempestade selvagem
na alma nascem sentimentos molhados

dentro de você o amor esta acordado
sobre a luz da Lua de prata
floresceu a minha paixão ao seu lado
com raízes na sua mata

a flor eterna como estatua
no orvalho lavando o romance
minha alma presente na sua
seu amor plantado ao meu alcance

no alto do tronco a tiara
com pétalas galgadas pelo colibri
o amor torrencial nunca acabara
com raízes do holoceno ate aqui.

Arthur Nett
25/10/2011

Mar de Rosas





Mar de Rosas

O vinho branco mergulha
nos lábios da bela dama
acendendo a fagulha
do desejo na taça da cama

seus lençóis de seda são madeira
queimando a paixão no Mar de rosas
meus beijos são a lareira
famélica por pétalas das brasas

brinde gélido em ondas
que batem na praia dos desejos
fogo que conspurca todas
as décadas no aroma dos seus beijos

dentro da rosa vivo perdido
sem medo do calor
do seu corpo embebido
na sizígia do Merlot do nosso amor.

Arthur Nett
15/11/2011


Jardim do Louva Deus




Jardim do Louva Deus

O encontro de almas no jardim do louva deus
com a fascinante flor do futuro
imigrante eterno do seu adeus
brotando das raízes do seu coração

pétalas com a fragrância do presente
exalando o amanhecer da nova era
no caminho da luz me sente
clareando as raízes da primavera

raios de Sol abrem a estação
nas pétalas das flores de diamante
meus sentimentos bombeiam seu coração
meus olhos seu espelho cintilante

o nosso passado de época sendo
pólen com peso peculiar
leve seiva no presente te aquecendo
para que no Céu possa me amar.

Arthur Nett
30/10/2011


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nossos Laços






Nossos Laços


Ele te tem nos braços
vive com você o presente
não conhece os nossos laços
que foram como um presente

que foi dado
pela vida a dois
você fica ao meu lado
e deixa tudo pra depois

o passado ganha vida
em fatos e gestos
de chegada e partida
conheço seus gestos

nada se parece
nesses caminhos incertos
seu corpo não esquece
de presentear com lábios abertos.


Arthur Nett
23/09/2012

Antes de Morrer









Antes de Morrer


a luz antes de morrer
espia calada a escuridão
teme a me ver nascer
com sede de sangue no coração

os Deuses não dizem
o nome da dor
apenas a conhecem
como sangue e amor

vivem a luta feito gente
batalhas e sofrimento
manchando com sangue inocente
vivo a eternidade em cada sentimento

ouço o coração da coruja
sinto a respiração dos cavalos
minha dama não fuja
fique pra ver como irei mata-los.

Arthur Nett
19/09/2012





















http://panicopsicotico.blogspot.com.br/2010/05/filmes-que-eu-adoro-e-recomendo.html

Luz do Luar


















Luz do Luar


A noite solta a voz
sobre a luz do luar
veja a estrela por nós
se, pois a brilhar

a luz não pode terminar
não seria de bom grado
passar a noite sem amar
sem ao menos ficar ao seu lado

o tempo velho um sacrifício
sem um beijo pra trás
não consigo o ofício
de ficar sem você não sou capaz

encontra o profundo
sem a luz no breu
o sentimento fundo
da paixão que conheceu.


Arthur Nett
23/09/2012

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cata clisma de Sangue



Cata clisma de Sangue

Mate as luzes na vala
aos trinta graus celeste
chuva de meteoros em fila
coroa do dragão cativeiro da peste

fecunda o caco da fagulha
que queima a pilastra do peão
sol minguante espalha
poeira soterrada como guarnição

carrasco do vulcão renhido
do céu ao fundo do inferno
saliência do caminho seguido
por pegadas sombrias do Oceano

hectares de naftalina
nos finos ralos do dia
cata clisma de sangue fascina
o marco zero da covardia.

Arthur Nett
03/05/2011

Gigantes de Cova Rasa





Gigantes de Cova Rasa

Afogue meus lábios
no seu sangue stereo
corações mono de sábios
azaram da luz não é pareô

brindo vinho branco aos sandeus
sua veia tem o vinho tenaz
descompasso aos filhos de Deus
vitamina no incisivo voraz

estrela perdida na nuvem rasa
cobre o povoado da lua cheia
terra de gigantes de cova rasa
boca de tubarão na Santa Ceia

sou a boa sentença do seu pescoço
rédeas da noite sobre o dia ensolarado
chalé da sua alma escura como poço
meu dogma sombrio seu arado.

Arthur Nett
03/05/2011

Oceanos de Sangue












Oceanos de Sangue

Cem gramas de mato seco
do jardim inglês a sete palmos
são o ponto de equilíbrio do beco
da terra incógnita imune aos salmos

passos largos do portão
acorrentado pelo cadeado do aríete
escuridão embriagada no balcão
com o anjo raro e triste

Oceanos de sangue correm os olhos do refém
piscam as estrelas virgens congeladas
acenando para as cortinas do bem
bandeja do Diabo serve as luzes profundas

vale profundo das montanhas sombrias
no fundo do barril da região da Toscana
bebe o sangue das virgens sóbrias
sou a fenda da montanha na natureza Humana.

Arthur Nett
03/05/2011

Astronaut footprints



Astronaut footprints


The Moon conquering the continent
the pier in front of Uranus
Cancer giant galaxy
Uranus crossing the seas

passing the limits of the Red Planet
Cosmus opening in the deep abyss
and blue brook in the mirror
Solar system reflecting the deep

Planet of the tissue space
in the eye of the needle of the stars
eclipsing the brilliance lies forgotten
points in the sky of beautiful candles

Carpet points cosmic
lagoons astronaut footprints
his star in I'm always
you jump in my constellation.

Arthur Nett
22/08/2011

хард-рок





















хард-рок

Глаза ночь с тенью лазурное
Футболки леопарда помады окрашенных
Поток сладких слов с Востока на Запад
крылатого коня из Guns'n'Roses задает тон

Led Zeppelin руководящие огни деревни
Мальчики освободит заключенных штанов кожаный
ордами диких поклонниц заполняет eucateia
гитарные соло, составляющие сокровища

драгоценности полутени дня на мачте
винил интерлюдии из шелка в экстравагантности
Kiss Of Dawn и оставляет шрам след
Aerosmith подбора суть аромата

направлений в ветер в волосах Рапунцель
пыль идет в сияющие лица из сердцееда
напитки, которые сжигают Blue Sky
беседка в саду ангелы сатаны.
Артур нетто
17/07/2011


Estrela Solitária





Estrela Solitária

A Lua começa a temer
tem lagrimas nos olhos
não consegue te ver
pois mora nos meus sonhos

o Sol é uma taça de cristal
a luz é o vinho
nada mais será igual
pois meu colo é seu ninho

a estrela solitária
procura afago
na relva primaria
escondo a paixão que trago

o Céu é a mesa
servindo o sentimento
como uma proeza
da paixão em cada momento.

Arthur Nett
17/09/2012


Novo Dia





Novo Dia

Um novo dia
nascendo vivido
como melodia
o coração partindo

como um forasteiro
que conhece a cidade
sinta meu cheiro
me procure na cidade

o vento não é capaz
de levar a lembrança do amar
pra nunca mais
ficam pegadas pra recordar

cada dia é severo
com a paixão
por você espero
com amor no coração.

Arthur Nett
24/09/2012

Escuridão





Escuridão

Anjos choram sangue puro
demônios tomam sangue inocente
vou erguer um muro
com aquele monte de gente

que serviu de alimento
para me fazer imortal
não conteve a cruz no cimento
não sepultou o mal

na tumba foi velada
está vazia esperando
o repouso da amada
que a vida foi esquecendo

sempre me da dor
ver um que ainda não morreu
quero seu corpo, sangue e amor
seu desejo pela escuridão é meu.

Arthur Nett
17/09/2012

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Poetas





Poetas

Não existem mais reis
não existem mais estrelas no Céu
os anos mudam todas as leis
o único genuíno e intacto é o menestrel

contando em poemas nossa história
escrevendo no papel o novo dia
a nossa era em paginas de glória
a vida descrita com magia

desde 400 anos de batalhas de Homero
aos anos de ouro de Neruda
dos vencedores ao desespero
dos vencidos tudo muda

o que nunca morre
é o poeta e o seu Universo
o homem vive e morre
o bardo é eternizado em cada verso.

Arthur Nett
01/01/2013

Apenas um Beijo




Apenas um Beijo

Quando eu estiver cansado
me lembrarei do nascimento
do nosso sonho realizado
no mais profundo sentimento

apenas um beijo
apenas um abraço
sozinho o desejo
enxuga o cansaço

não posso deixar pra trás
apenas dizer adeus
não sou capaz
de viver sem seus beijos tão meus

voando tudo corre macio
vivendo tudo agora
com apenas um beijo eu silencio
a nômade palavra de ir embora.

Arthur Nett 03/08/2012