quinta-feira, 20 de março de 2014

Semente



Semente

Se eleva do chão
sem semente
a raiz do coração
um desejo quente

vai de encontro
boca com boca
nenhum outro
te deixa louca

libertando a dama
rugindo seu prazer
servindo a chama
fazendo o corpo ferver

meu olhar uma força da natureza
ascendendo o que não apaga
sua beleza rara de semideusa
no intrépido caminho da floresta se propaga.

Arthur Nett
16/03/2014

Amor Antigo



Amor Antigo

Escondidos da fera
cegos no breu da caverna
o ogro nos espera
enquanto o luar emberna

onde tudo começou
o amor antigo
nunca acabou
cada olhar é abrigo

refugiada no meu colo
vê a besta partir
como num feitiço do solo
o devora fazendo sumir

sou um elfo banhado
pelas lagrimas do dragão
vivi totalmente isolado
ate você ferver meu coração.

Arthur Nett
16/03/2014

Fascínio



Fascínio

Estava escrito no seu rosto
um caminho a prosseguir
pegadas com seu gosto
me deixando sem ter pra onde ir

no seu olhar
vejo o romance
ao te beijar
o céu fica ao meu alcance

quando o fascínio
todo termina
me sinto um menino
com você minha menina

um amor de criança
escrito com palavras erradas
uma luz se acende numa lembrança
nossos lábios colados e nossas mãos dadas.

Arthur Nett
04/03/2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Calor Celestial



Calor Celestial

No calor celestial
sei que ponte cruzamos
como Veneza e as gondolas somos um casal
sabemos  as ponte que queimamos

as fontes dos seus olhos
fecham o buraco
aberto pelos meus sonhos
um amor franco

puro ao amanhã
com a luz do criador
intimo como uma irmã
fazendo a paixão virar amor

não tem pra onde ir
sinta o meu aperto
não deves partir
seu destino ao meu lado é certo.

Arthur Nett
25/02/2014

Magia



Magia

Me deixe com minha solidão
no seu quarto durma bem
sinta o calor no coração
do sangue você será refém

meu cabelo não fica branco
sou de uma tribo de assassinos
o sangue é o sentimento franco
que cruza nossos destinos

temido por sua família
cobiçado por seu desejo
recaída na minha magia
não veem o que vejo

vou te levar onde o não nasce o Sol
num lugar esquecido pelo Criador
minha vida se acabou
bebendo seu sangue e devorando seu amor.

Arthur Nett
04/03/2014

sábado, 15 de março de 2014

Cavaleiro Branco



Cavaleiro Branco

Sou um cavaleiro branco
entre este mundo e o outro
meu cavalo majestoso preso ao tronco
da vida estreitando o nosso encontro

no primeiro olhar nobre
seu desejo deslumbra na natureza alva
o calor do meu requinte te cobre
a minha pegada tenaz te salva

isso vai me levar
onde marcas de barro
da minha bota e seu salto possam pintar
como uma tela no salão onde te agarro

a aquarela do tempo presente
perfumando o passando
emoldurando o castelo a nossa frente
estamos juntos na mais alta colina cavalgando.

Arthur Nett
18/02/2014

Parte Escura



Parte Escura

Uma parte escura
minha borrando a aquarela
com sangue fazendo a pintura
na tela eu possuindo ela

o calabouço de barro
dos anos dissolvendo aos nossos pés
a eternidade me agarro
e te levo pra ver as mares

baterem na praia
trazendo humanos
envolta a minha magia
vê eles como pobres mundanos

lagrimas bebidas pelo chão
anos tomados pelo ralo
como a natureza sou sem coração
devolvendo os homens ao solo.

Arthur Nett
10/03/2014


quarta-feira, 12 de março de 2014

Fim da Rua




Fim da Rua

Me sinto jovem
como um menino
vendo minha imagem
esperando o destino

como um sonho
tornar a paixão realidade
no reluzente olho
sentir a reciprocidade

na sua boca bonita
sair um desejo
que só o meu lábio sinta
o néctar do seu beijo

no fim da rua
eu te espero
com a alma nua
e um sentimento sincero.

Arthur Nett
10/03/2014

Sangue dos Vilões



Sangue dos Vilões

um ano se foi
caminho de encontro as corações
não quero carne de boi
desejo o sangue dos vilões

será um prazer imenso
os ver se arrependerem por seus pecados
beber seu sangue denso
e velos rezarem e ficarem acabados

os rasguei feito papel
não terão pra onde ir
seus uivos não são ouvidos no Céu
eu os calo aqui

sem nenhuma gloria
nem traços de piedade
eu sou o maior da historia
bebi seu sangue e tomei sua liberdade.

Arthur Nett
10/03/2014

Janela


Janela

Um pensamento louco
que me vicia
tudo é pouco
nem mesmo a astucia

acordando o amago
dormindo a lucidez
tomando o folego
bebendo a lucidez

caçando o infinito
de palavras certas
seu olhar finito
abre as portas

adentrando o romance
fechando a janela
pra sempre do alcance
alva a paixão bela.

Arthur Nett
10/03/2014

Guarnição de Sangue



Guarnição de Sangue

Eles pertencem à luz do dia
da escuridão sou o patrono
reinando no sangue e na agonia
ficam velhos e eu um menino

sou um ser infiel
nascido no cemitério
eles chamam pelo Céu
vivem até encontrarem o purgatório

não os julgo
por suas vidas medonhas
são minha guarnição de sangue para o jogo
onde suas almas são minhas

saqueando seu corpos
abrindo minhas asas
bebendo o sangue e deixando carcaças para os corvos
vão para as profundezas do Inferno em brasas.

Arthur Nett
10/03/2014

Floresta Antiga



Floresta Antiga

Numa floresta antiga
aos pés do enorme carvalho
a fada entoa a cantiga
aos ombros do Céu castanho

uma porta secreta
se abre em você
avante a paixão concreta
preciso do seu amor pra viver

algo gigante
como o vento
tão distante
com o tempo

apertando o meu ser
unindo nossas tranças
uma lagrima de alegria começa a correr
inundando os nossos caminhos de crianças.

Arthur Nett
10/03/2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

Corações Partidos


Corações Partidos

O fogo do chão
no meu ser pernoita
como uma furação de areia no coração
o deserto da alma açoita

as mais fortes recordações
que imana da fotografia
de nossos corações
partidos dia a dia

sem qualquer lembrança
o peito cicatriza
do inicio como criança
com leite e carinhos que o corpo precisa

formando raízes
em chamas quentes
com o calor apagando as cicatrizes
florescendo paixões distantes.

Arthur Nett
04/03/2014


Fairytale



Fairytale 

Lights outside the dark room 
beautiful as the moon 
around you restrains the wall 
of crude scrawl on the wall 

cosmopolitan of your spine 
It is the principle source of desire 
assimilating the language of lamina 
persuading the open sky Kiss 

the purest hinge forest 
secular continues the fairy tale 
Stuffed animals at cocktail party 
our castle made ​​of clay hands 

Choppin playing in concert 
composing his parallel world 
lips with tie more closely 
Love the choker descrescendo the link. 

Arthur Nett 28/06/2011

Blood Flee



Blood Flee 

Blue Moon in mendacious compass 
imprisoning the shells in the stars 
Rembrandt as the face of the foreman 
pedantic light of his eyes extinguished the candles 

the black wolf in Montes Claros 
apache on ghost ship 
with its own language of its members 
junketing sailors in the poultice 

innocent souls served 
on silver tray 
tattooed virgin 
with blood running off the door 

revive my powers 
Summon my children 
pronounce the masters 
snapping bones like twigs. 

Arthur Nett 
28/06/2011

Butterfly Collar



Butterfly Collar 

Ridding the chains of the forbidden 
covering the curved petals 
winding road in the light of the uninhibited 
lodestar of love in the rain 

the helm of the treacherous skies 
osnis of heavenly light 
filling the source of the stranger 
kisses on the bottom of the sea without salt 

magnatismo of flowers in the crown 
where verse swim thousand rounds kissing 
butterfly collar of my flies 
in your garden goddess of desire 

seen as a piece of clay statue 
stained glass in the sunset 
bubbly and raw your waist 
baptizes the cauldron of my sheet. 

Arthur Nett 
26/06/2011

Sangue



Sangue

A noite chama
algo dentro de mim
um calor que inflama
a flor de sangue no jardim

algo difícil de explicar
indomável como nascer
um espirito livre pra matar
numa vertente feita pra morrer

esqueço a luz
me direciono a escuridão
o sangue me conduz
faz parar de bater o meu coração

sobre o Céu castanho
o astro rei enegrecido
testemunha eu beber um rebanho
de belas damas e me tornar temido.

Arthur Nett
25/02/2014