domingo, 12 de outubro de 2014

Sete Oceanos



Sete Oceanos

O mar revolto
no terreno rochoso
abre o conto
com um beijo precioso

regiões das costas
sussurros nas marés
além de suas costas
acontece aos seus pés

um amor profundo
mergulhando livre
por todo o Mundo
cobiçando calafrios no ventre

a água corre
iluminada pelo farol
o amor percorre
sete Oceanos afagado pelo Sol.

Arthur Nett
18/09/2014


Acordou da Morte



Acordou da Morte

Ela acordou da morte
na escuridão do sótão
seu sangue era forte
enraizado no meu coração

como um cavalo selvagem
crescia o desejo
seu rosto uma bela imagem
florescendo a rosa de sangue no beijo

pescoço alvo terreno
fértil as minhas presas
afiados no destino
cultivando em gotas as presas

crescem com ousadia
na noite mais sombria
conspurcando o dia
no breu ela despertaria.

Arthur Nett
18/09/2014

Penhasco de Ossos


Penhasco de Ossos

Dorme sozinho
com o sangue de ontem
mogno no ninho
o veludo me mantem

um penhasco de ossos inteiros
sepulta o astro rei
matando os primeiros
que ainda beberei

cruel com a terra
fiel ao veneno
um grito me narra
afiando as presas do destino

me tornando gigante
isolado e perigoso
o sangue constante
tenro e vigoroso.

Arthur Nett
16/09/2014

Cavaleiro da Luz



Cavaleiro da Luz

Estava em fuga
sem saber aonde ir
percorrendo da montanha a ruga
tênue entre o nada e o existir

agitado sem querer voltar
caminho único como a ferradura do unicórnio
luta perdida sem nada a conquistar
um cavaleiro da luz de capricórnio

enfrenta seus medos
cobre suas limitações
enterra seus segredos
na luz de quatro dimensões

descobre o amor
que esta muito perto
macia como pétalas de flor
no seu aroma um esconderijo certo.

Arthur Nett
15/09/2014

domingo, 5 de outubro de 2014

Vale das Sombras



Vale das Sombras

Um dia inteiro
puis as garras pra afiar
sou o primeiro
e único filho a ceifar

a corrente de humanos
elos de madeira
queimando esses mundanos
ao atacar a primeira

a caminhar na região
no vale das sombras do meu ser
vendo o gavião negro do meu coração
não temendo morrer

ocupando um habitat
inóspito e profundo
onde o cão não late
algo jamais visto nesse Mundo.

Arthur Nett
15/09/2014

Sabre



Sabre

No jardim da Begônia
a chuva da manhã banha a cabeça de dragão
a alma gêmea nascia
no cinturão de pedra do coração

o Céu se abre
iluminando a floresta
o raio de Sol um sabre
esgrimindo o marco zero da conquista

domando o dragão branco
pelo portal aberto
ancestral ao franco
ascendente do certo

uma paixão ancestral
na Terra começa
com o toque celestial
por séculos desfrutados sem pressa.

Arthur Nett
15/09/2014


Vida Toda



Vida Toda

Tentou te esquecer
pela vida toda
não sabia como fazer
estava à toa

na chuva da manhã
sentindo o gelo nos ossos
congelando lembranças do amanhã
revivendo recordações dos nossos

dias juntos
em um coração
presente aos frutos
encontrei a solidão

o futuro um moinho abandonado
num presente coberto de geada
sem ela tudo está acabado
a amada uma memoria passada

Arthur Nett
15/09/2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Vilão Soberano



Vilão Soberano

Ela tinha seus medos
pela vida e o seu correr
por alguns segredos
vale a pena morrer

uma vontade obscura
por um vilão soberano
entre a maldade e ternura
um celebre cigano

um legado maligno
aos seus pés
desejo rubro digno
maculando as marés

seu puro sangue em veneno
paginas de caminhos malditos
no livro sombrio do destino
com sangue novo são  escritos.

Arthur Nett
15/09/2014

Ramos do Destino



Ramos do Destino

Sua alma pura
cavalga o sentimento mais raro
a noite mais escura
doma o dia mais claro

a paixão fascina
o amor cresce
no calor da colina
onde nada nasce

finalmente nos encontramos
sobre o árido terreno
cobertos pelo luar nos beijamos
enraizados nos ramos do destino

dando um fim
à procura por ela
encanto do jardim
uma flor floresce bela.

Arthur Nett
15/09/2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Muralha



Muralha 

Quando os deuses 
te fizeram
feixes de luzes
se beijaram

o fogo amigo
numa feliz batalha
fez um generoso abrigo
no seu brilho à muralha

armados pelo sentir
munidos do desejo
imortal ao persistir
com fogo no beijo

dando baixa a solidão
exercitando o esconderijo
uniforme do coração
vencendo o desejo.

Arthur Nett
15/09/2014