quinta-feira, 30 de abril de 2015

Celebre Crepúsculo



Celebre Crepúsculo

Celebre crepúsculo
despertou matutina
perene músculo
escravo enfuna

pescoço condescendente
aspergido destino
presa descendente
suplica o veneno

afagando o queixo
a curta existência
ultraja a vida do eixo
sangrenta muda a aparência

a cândida vela
de gloria os cobrem
a taça mais funda e bela
de sangue se enchem.

Arthur Nett
25/03/2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Segredos



Segredos

No momento perfeito
faltaram degraus no chão
caminho imperfeito
nas escadas do coração

todos os segredos se foram
suplicando um rumo
medo condescendente a razão
primitivo prumo

a paixão ouviste
hostes honra
o amor persiste
dizima a hora

servindo o minuto
bordas por porção
respectivo fruto
toma parte do coração.

Arthur Nett
26/03/2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

Fumaça de Cinzas



Fumaça de Cinzas

Vive um pouco
cada noite e dia
tempo louco
a vida seguia

fumaça de cinzas
no fogo começou
sussurros de brisas
convicto terminou

me sinto tão vivo
mesmo estando morto
sempre a salvo
o calor do inferno me da conforto

ao som da dor
vozes procuram alivio
livrando-as do sofrimento do amor
em presas o sangue encontra o início.

Arthur Nett
17/03/2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Graça de Um Anjo


Graça de Um Anjo

Suave como seda
tão doce como mel
aureola escondida
amanhecem no Céu

lábios de anjo
tão longe do fogo
a graça de um anjo
cinza tomando folego

flor celestial
espinho no duelo
corrente de sal
crivando o doce elo

feito para durar
laço feito
presente ao amar
conjurando o nó perfeito.

Arthur Nett
17/03/15