quinta-feira, 19 de julho de 2012

Aliança de Fenix




Aliança de Fenix

Perco o sono no perímetro do meu receio
entro na luz dos seus sonhos
sobrevivo no calor do seu seio
suas unhas corroem meus espinhos

solidão a dois de onix
núcleo da semente ruim
queima a aliança de Fenix
tijolos do castelo no seu jardim

hipersônico ainda me lembro
da sensação em complô
exalando seu perfume de dezembro
comandando nosso amor retrô

himeneu da sua época e meu tempo
cerimônia dos segundos de bronze
meia volta na crença do vento
primitivo doze alcança onze.

Arthur Nett
29/04/2011

Rosto de Anjo



Rosto de Anjo

Brilha o talento dos seus desejos ocultos
pilares de sal no seu calor me esquenta como conhaque
ilhas libertão nossa inocência em vultos
na escuridão da noite ficamos sem sotaque

provocamos os treze de fora
envolvidos as runas do vão da porta
o encantamento da víbora faz irem embora
a dopamina do meu beijo te deixa morta

negro como a noite meu longo sobretudo
descongela a euforia do animal no cio
a floresta dos seus desejos evidência tudo
inocentes e malditos de um mero pio

escadaria que brilha os castiçais como teclas de pianos
tocam Wagner com o pisar do seu salto agulha
tenho a maldiçaão do rosto de anjo por dez mil anos
minha língua de fogo incendeia sua pura fagulha.

Arthur Nett
01/04/2011

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Noites Brancas



Noites Brancas

Subiram a colina
sobre o céu noturno
em noites brancas como menina
amanhece o amor eterno

olho nos olhos da semente
que foi plantada no seu coração
com raízes no que sente
meu beijo é o seu grão

na noite o raio sincero
fluoresce a paixão
o dia todo te espero
com versos do luar no coração

voa longe a estrela
na luz do Sol pura
você é bela
possui maciez e ternura.

Arthur Nett
31/01/2012

domingo, 15 de julho de 2012

Velho Oeste




Velho Oeste

Relógio de corda na floresta cortejada
chalé nos caminhos de trilhas
cavalgarei até o fim da sua estrada
carona de beijos a vinte milhas

sorrateiros na varanda
meia noite no velho oeste
minha estrela de xerife anda
na sua renda de leste a oeste

o Mustang matando a sede na fonte
no varal o vento surra a calça de montaria
duelo de beijos no alto do monte
bravo desejo no fogo que eu queria

a liberdade é só poeira para o garanhão
chapéu do Arizona e coldre da California
seu corpo foge da batida do coração
seu vestido esbaforido com perfume de petúnia.

Arthur Nett
06/08/2011

sábado, 14 de julho de 2012

Parque das Rosas



Parque das Rosas

O Céu amanhecendo no pombo molhado
noites em claros no canto dos pássaros
seus olhando brilhando no meu telhado
beijos de primavera na chuva a píncaros

vento forte na estrela primogênita
nos campos das plantações dos sonhos
semeio e conquisto seu aroma de violeta
planto sua flor da pele no céu dos carinhos

parque das rosas onde voa o pardal
flores do Paraíso á espera do colibri
beijos sagrados num amor celestial
noites maldormidas no brilho que nasce aqui

corta a luz nos caminhos do Astro
escada em cantos no seu ritmo feito
toda parte sua forma o astral deixando rastro
no nosso amor de pétalas no dia perfeito.

Arthur Nett
06/08/2011

Willy Wonka



Willy Wonka

Woopa Loompa vivendo o momento
no bolo gigante com pedaços de chocolate
creme batido no seu sentimento
cada beijo vira chocolate

massa de baunilha ganhando corpo
woopa loompa dançando de costume
meu morango absorvido pelo seu corpo
sua beleza dança no doce volume

chantilly fazendo a estrada no topo
doçura sem limite de velocidade
nosso banho de chocolate no copo
denso chocolate com pedaços de verdade

montanha na rocha do recheio
willy wonka moldado a parede de noz
dita a nossa esteta no recreio
nuvens de algodão doce esperando por nós.

Arthur Nett
05/08/2011

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Caminho sem Volta



Caminho de Volta
Noites dos anéis de Saturno na Terra
dias longos do Titã a solta
estou sozinho na Terra
sem saber o caminho de volta

estrelas cadentes no carrossel
círculos da Lua em Berlim
quando estiver no Céu
se lembrará de mim

Alemanha no Universo jovem
atmosfera erótica na terra firme
as brumas aos beijos se consomem
escrevo nas estrelas o nosso filme

um via de mão dupla lunar
o cometa pousa na Lua
minhas estações cruzam o seu amor
sua estrela a mercê da minha Lua.

Arthur Nett

03/08/2011

Desejo do Destino

  Desejo do Destino Agridoce lembrança  narcisos trazidos parte da peça mantém unidos certo ao extremo parece pequeno verdade mesmo desejo d...