domingo, 5 de outubro de 2014

Vida Toda



Vida Toda

Tentou te esquecer
pela vida toda
não sabia como fazer
estava à toa

na chuva da manhã
sentindo o gelo nos ossos
congelando lembranças do amanhã
revivendo recordações dos nossos

dias juntos
em um coração
presente aos frutos
encontrei a solidão

o futuro um moinho abandonado
num presente coberto de geada
sem ela tudo está acabado
a amada uma memoria passada

Arthur Nett
15/09/2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Vilão Soberano



Vilão Soberano

Ela tinha seus medos
pela vida e o seu correr
por alguns segredos
vale a pena morrer

uma vontade obscura
por um vilão soberano
entre a maldade e ternura
um celebre cigano

um legado maligno
aos seus pés
desejo rubro digno
maculando as marés

seu puro sangue em veneno
paginas de caminhos malditos
no livro sombrio do destino
com sangue novo são  escritos.

Arthur Nett
15/09/2014

Ramos do Destino



Ramos do Destino

Sua alma pura
cavalga o sentimento mais raro
a noite mais escura
doma o dia mais claro

a paixão fascina
o amor cresce
no calor da colina
onde nada nasce

finalmente nos encontramos
sobre o árido terreno
cobertos pelo luar nos beijamos
enraizados nos ramos do destino

dando um fim
à procura por ela
encanto do jardim
uma flor floresce bela.

Arthur Nett
15/09/2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Muralha



Muralha 

Quando os deuses 
te fizeram
feixes de luzes
se beijaram

o fogo amigo
numa feliz batalha
fez um generoso abrigo
no seu brilho à muralha

armados pelo sentir
munidos do desejo
imortal ao persistir
com fogo no beijo

dando baixa a solidão
exercitando o esconderijo
uniforme do coração
vencendo o desejo.

Arthur Nett
15/09/2014


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Campo Celestial


Campo Celestial

Eu podia correr
ao invés de caminhar
cada pegada iria morrer
sem ter você na minha vida pra amar

seriam marcas da solidão
libertas ao destino
aberto no coração
como um menino

num campo celestial
no meio de anjos e sozinho
doce cercado pela vida natural
com a terra de sal envolta ao ninho

asas da chancela
abrindo o Paraíso
criando a flor mais bela
indo ao encontro ao que preciso.

Arthur Nett
15/09/2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Luta Inglória


Luta Inglória

Ela estava fora de controle
não sabia se era sonho ou realidade
o perfume era uma fonte imensa ele
fazia noites geladas se queimarem a saudade

infinitas vidas
passa em seus olhos
ao piscar partidas
numa luta inglória dos sonhos

a noite sozinha rubra
encontra fosseis do coração
o lábio se deslumbra
na turva visão

estava insegura
em fuga do sentimento
 brilha no luar mais pura
 o amor tem seu nascimento.

Arthur Nett
15/09/2014

Crepúsculo



Crepúsculo

Passado errado
destino certo
paginas ao seu lado
cabem num livro aberto

às mãos se encontram
vista sem fim
rápido o coração
bate em fim

clara como cristal
olhos de cetim
a luz do luar abotoando algo celestial
estrela da manhã brilha no azul celeste do jardim

um manuscrito perdido
viaja com o vento
cavalgando o crepúsculo conhecido
iluminando nosso tempo.

Arthur Nett
15/09/2014

Desejo do Destino

  Desejo do Destino Agridoce lembrança  narcisos trazidos parte da peça mantém unidos certo ao extremo parece pequeno verdade mesmo desejo d...