terça-feira, 2 de julho de 2013

Anjos Negros



Anjos Negros


Nenhum dos dois estava presente
nem Deus nem o Espirito Santo
haviam vampiros e muita gente
corvos entoavam o canto

anjos negros mostravam a direção
a noite era eterna
bebíamos do coração
da Deusa materna

aquela bela como a luz
intrépida como a escuridão
seu corpo era de Jesus
e meu veneno reinava no seu coração

atravessava a cidade
desrespeitando a terra
eu era mantido por ela e tomava liberdade
nascia assim o vilão para dominar a Terra.


 Arthur Nett


 03/06/2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Predestinada



Predestinada

Os olhos doíam
os braços estavam cansados
os beijos nos aqueciam
estávamos escondidos

no meio do caminho
numa vida predestinada
antes eu era sozinho
agora caminho com você amada

nos meus sonhos
você não era tão bela
o brilho dos seus olhos
ofusca a estrela

um beijo apaixonado
um beijo inocente
tudo era passado
com você a minha frente.

Arthur Nett

 03/06/2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Áspide





Áspide

Juntos procuramos a escuridão
percorremos rios e muitos
corpos  num só coração
essas terras custaram muitos

homens de fé
pureza e riqueza
morreram de pé
e nos continuaremos a nobreza

em trilhas avidas
deixamos as pegadas da saudade
eles tomaram nossas vidas
mais jamais terão nossa liberdade

tenho meu nome na lápide
onde o anjo negro tira o sono eterno
minha voracidade é como de uma áspide
vagando pela noite esperando o Inferno.

Arthur Nett
03/06/2013

sábado, 15 de junho de 2013

Janela das Violetas


Janela das Violetas

Numa casa de poeira
aos pés da janela de violetas
aos olhos do relógio de areia
me esconderam os planetas

só me deram a Lua
para poder me revelar
o quão crua
era minha alma antes de te amar

sentia a presença
de algo forte
me via criança
desvendando o destino ao norte

de uma gota no gota no Oceano
fiz o amor me guiar
em uma hora aprendi um ano
seu coração soube me ensinar.

Arthur Nett
13/05/2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cavaleiro Solitário



Cavaleiro Solitário

Sou o cavaleiro solitário
vendo o homem nascer e morrer
não tenho nome, nem diário
só vi em dois mil anos o sangue correr

nas veias do homem celebre
bater no coração da bela dama
deixando pegadas de lebre
ascendendo uma chama

com labaredas nas presas
queimando os anos
vivendo do sangue das presas
que jorram como os setes Oceanos

do meu olho d’água e frio
não existe estaca zero
que perfure o rio
do meu coração negro e áspero.

Arthur Nett
13/05/2013


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Caminho de Prata



Caminho de Prata

Num caminho de prata
encontro o ouro
atravessando a intrépida mata
conquistando a ilha do tesouro

de longe contemplo
sua fascinante beleza
seu corpo é um templo
feito com a relva esculpida pela natureza

a lua cheia cobre
o azul celeste
meu olhar feito cobre
te descobre de Leste ao Oeste

para a copula da arvore vou te levar
e fazer o nascimento
da paixão ao te amar
conhecer o brilho do sentimento.

Arthur Nett
13/05/2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cabeludos Brasil



Cabeludos Brasil

Cabelos vastos
como a floresta amazônica
unidos nos pastos
do metal numa sinfônica

caminhando pelo sentimento
nos quatro cantos do País
perdurando como o vento
vivendo por um triz

as águas do São Francisco
afagando as madeixas
de São Paulo ao Rio como um cisco
escovando do Chuí ao Seixas

alguns tão jovens libertos
 maduros e amarrados
outros fortes com olhos certos
lisos em destinos encaracolados.

Arthur Nett
13/05/2013


Desejo do Destino

  Desejo do Destino Agridoce lembrança  narcisos trazidos parte da peça mantém unidos certo ao extremo parece pequeno verdade mesmo desejo d...