sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Infiel às Vidas



Infiel às Vidas

Tantas almas devidas
regiões tenebrosas
infiel às vidas
núpcias de feras venenosas

da grande cratera
na discórdia nascerá
o ceifador de uma era
cada destino sua fúria sorverá

habitante mesclado
postremo do dia
soberano do breu profundo
a garganta o fosso de sangue da alma vazia

inúmeros derramaram
lagrimas no seu caminho
por ele nações acabaram
um a um aqueceram seu ninho.

Arthur Nett
12/10/2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Doce Veneno



Doce Veneno

Ruptura da vida
eloquência da sorte
quanto maior a caçada
mais longa a morte

vários sentidos
muitos olhares
homens perdidos
vendo o ceifar das mulheres

feições de dor
com sangue cevado
suplicam o amor
escorrem pelo coração partido

deusa imortal
escrava bela
circulo de sal
meu doce veneno corre nela.

Arthur Nett
12/10/2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Destino Realce




Destino Realce

Tome seu tempo
deixe a ruína
se destruir no vento
minha doce menina

última chance
destino realce
cria o romance
ao seu lado, ao seu alcance

próxima ao coração esperando
através da natureza
em frente seguindo
com uma certeza

sinta o modo
como o corpo mudo
grita ao todo
amor maior que o Mundo.

Arthur Nett
12/10/2016

Cercas de Ferro



Cercas de Ferro


Cercas de Ferro
mantem o silencio
afora do berro
pescoço macio

rédeas do cabelo
sorriso solto
furor do corpo belo
almas num envolto

quão forte
paixão com vigor
corpulência da consorte
perpetua o amor

romance infinito
nos abraça e cobre
num momento perfeito
enquanto o Sol brilhe e o vento sopre.

Arthur Nett
12/11/2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Feitura



Feitura

Tempo incitado
luzente imperioso
ressoa o lado
cravo vigoroso

brasas ardentes
brilhantes olhos
olhares recíprocos reluzentes
ondulante aos sonhos

eterna existência
tempo curto
os lábios patronos da essência
estreitam o manto

cercos da Lua a feitura
a beleza um prado
fértil ternura
florescendo o amor nascido.

Arthur Nett
12/10/2016

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Solidão Póstuma


Solidão Póstuma

Braços abertos
longe claro
lábios certos
encontro raro

solidão póstuma
solo fértil
somente uma
faz o impossível fácil

seu beijo purifica
sua presença fortalece
o corpo se unifica
no olho nasce

a metade do dia
a noite cresce o desejo
floresce a magia
o amor puro enraíza  o beijo.

Arthur Nett
12/10/2016


Eu e Ela


Eu e Ela

Sozinho menino
anjo decaído
caminho do destino
lado bom partido

admirador da donzela
preso sem saída
jornada bela
escada da vida

degraus da saudade
consumindo o caminho
passos com vontade
porventura sozinho

a vida seria bela
eu a pistola
e ela a bala
imortalizando eu nela.

Arthur Nett
12/10/2016