quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sacrifício



Sacrifício

O sacrifício da vida
na escuridão tem início
vagando perdida
provendo o meu ofício

passa o espírito
enfrenta o medo
sem piedade e maldito
vejo sua vida se perdendo

presa à penumbra
seu coração sofre
a ferocidade rubra
meu manto te cobre

acharei uma assassina
no remorso da sua perda
minha doce menina
provara o doce néctar de tirar a vida.

Arthur Nett
24/09/2014


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Girassol



Girassol

Dourado pelo Sol
um belo dia
faz vento no girassol
seu beijo me traz alegria

a brisa vive
solitária em busca
do sonho onde estive
nossa paixão chamusca

os troncos e panos
na floresta da rainha virgem
aquecendo nossos destinos
inspirando a imagem

nesse espaço sem fim
te encontro num sonho
os deuses te fizeram pra mim
seu amor meu ninho.

Arthur Nett

18/09/2014



domingo, 12 de outubro de 2014

Sete Oceanos



Sete Oceanos

O mar revolto
no terreno rochoso
abre o conto
com um beijo precioso

regiões das costas
sussurros nas marés
além de suas costas
acontece aos seus pés

um amor profundo
mergulhando livre
por todo o Mundo
cobiçando calafrios no ventre

a água corre
iluminada pelo farol
o amor percorre
sete Oceanos afagado pelo Sol.

Arthur Nett
18/09/2014


Acordou da Morte



Acordou da Morte

Ela acordou da morte
na escuridão do sótão
seu sangue era forte
enraizado no meu coração

como um cavalo selvagem
crescia o desejo
seu rosto uma bela imagem
florescendo a rosa de sangue no beijo

pescoço alvo terreno
fértil as minhas presas
afiados no destino
cultivando em gotas as presas

crescem com ousadia
na noite mais sombria
conspurcando o dia
no breu ela despertaria.

Arthur Nett
18/09/2014

Penhasco de Ossos


Penhasco de Ossos

Dorme sozinho
com o sangue de ontem
mogno no ninho
o veludo me mantem

um penhasco de ossos inteiros
sepulta o astro rei
matando os primeiros
que ainda beberei

cruel com a terra
fiel ao veneno
um grito me narra
afiando as presas do destino

me tornando gigante
isolado e perigoso
o sangue constante
tenro e vigoroso.

Arthur Nett
16/09/2014

Cavaleiro da Luz



Cavaleiro da Luz

Estava em fuga
sem saber aonde ir
percorrendo da montanha a ruga
tênue entre o nada e o existir

agitado sem querer voltar
caminho único como a ferradura do unicórnio
luta perdida sem nada a conquistar
um cavaleiro da luz de capricórnio

enfrenta seus medos
cobre suas limitações
enterra seus segredos
na luz de quatro dimensões

descobre o amor
que esta muito perto
macia como pétalas de flor
no seu aroma um esconderijo certo.

Arthur Nett
15/09/2014

domingo, 5 de outubro de 2014

Vale das Sombras



Vale das Sombras

Um dia inteiro
puis as garras pra afiar
sou o primeiro
e único filho a ceifar

a corrente de humanos
elos de madeira
queimando esses mundanos
ao atacar a primeira

a caminhar na região
no vale das sombras do meu ser
vendo o gavião negro do meu coração
não temendo morrer

ocupando um habitat
inóspito e profundo
onde o cão não late
algo jamais visto nesse Mundo.

Arthur Nett
15/09/2014

Sabre



Sabre

No jardim da Begônia
a chuva da manhã banha a cabeça de dragão
a alma gêmea nascia
no cinturão de pedra do coração

o Céu se abre
iluminando a floresta
o raio de Sol um sabre
esgrimindo o marco zero da conquista

domando o dragão branco
pelo portal aberto
ancestral ao franco
ascendente do certo

uma paixão ancestral
na Terra começa
com o toque celestial
por séculos desfrutados sem pressa.

Arthur Nett
15/09/2014


Vida Toda



Vida Toda

Tentou te esquecer
pela vida toda
não sabia como fazer
estava à toa

na chuva da manhã
sentindo o gelo nos ossos
congelando lembranças do amanhã
revivendo recordações dos nossos

dias juntos
em um coração
presente aos frutos
encontrei a solidão

o futuro um moinho abandonado
num presente coberto de geada
sem ela tudo está acabado
a amada uma memoria passada

Arthur Nett
15/09/2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Vilão Soberano



Vilão Soberano

Ela tinha seus medos
pela vida e o seu correr
por alguns segredos
vale a pena morrer

uma vontade obscura
por um vilão soberano
entre a maldade e ternura
um celebre cigano

um legado maligno
aos seus pés
desejo rubro digno
maculando as marés

seu puro sangue em veneno
paginas de caminhos malditos
no livro sombrio do destino
com sangue novo são  escritos.

Arthur Nett
15/09/2014

Ramos do Destino



Ramos do Destino

Sua alma pura
cavalga o sentimento mais raro
a noite mais escura
doma o dia mais claro

a paixão fascina
o amor cresce
no calor da colina
onde nada nasce

finalmente nos encontramos
sobre o árido terreno
cobertos pelo luar nos beijamos
enraizados nos ramos do destino

dando um fim
à procura por ela
encanto do jardim
uma flor floresce bela.

Arthur Nett
15/09/2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Muralha



Muralha 

Quando os deuses 
te fizeram
feixes de luzes
se beijaram

o fogo amigo
numa feliz batalha
fez um generoso abrigo
no seu brilho à muralha

armados pelo sentir
munidos do desejo
imortal ao persistir
com fogo no beijo

dando baixa a solidão
exercitando o esconderijo
uniforme do coração
vencendo o desejo.

Arthur Nett
15/09/2014


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Campo Celestial


Campo Celestial

Eu podia correr
ao invés de caminhar
cada pegada iria morrer
sem ter você na minha vida pra amar

seriam marcas da solidão
libertas ao destino
aberto no coração
como um menino

num campo celestial
no meio de anjos e sozinho
doce cercado pela vida natural
com a terra de sal envolta ao ninho

asas da chancela
abrindo o Paraíso
criando a flor mais bela
indo ao encontro ao que preciso.

Arthur Nett
15/09/2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Luta Inglória


Luta Inglória

Ela estava fora de controle
não sabia se era sonho ou realidade
o perfume era uma fonte imensa ele
fazia noites geladas se queimarem a saudade

infinitas vidas
passa em seus olhos
ao piscar partidas
numa luta inglória dos sonhos

a noite sozinha rubra
encontra fosseis do coração
o lábio se deslumbra
na turva visão

estava insegura
em fuga do sentimento
 brilha no luar mais pura
 o amor tem seu nascimento.

Arthur Nett
15/09/2014

Crepúsculo



Crepúsculo

Passado errado
destino certo
paginas ao seu lado
cabem num livro aberto

às mãos se encontram
vista sem fim
rápido o coração
bate em fim

clara como cristal
olhos de cetim
a luz do luar abotoando algo celestial
estrela da manhã brilha no azul celeste do jardim

um manuscrito perdido
viaja com o vento
cavalgando o crepúsculo conhecido
iluminando nosso tempo.

Arthur Nett
15/09/2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Fito in Folletti


Fito in Folletti


Il ciclo della vita è una testimonianza
esotico dotty ventricolare
scavato l'ago nella direzione opposta
fito nelle fiabe nella loro

Scavare sul cofano del tetto apribile
attacco Venus orfano ultimo ballo
sacro in anelli di Saturno nelle dita chiaro di luna
putrefazione minaccia superficie

sei corde in fondo della casa
complici giorno e notte della cometa
scintillante stella solitaria cercherà
lo scontro sul tetto del mondo senza etichetta

cronometrato a razzo Elegance
fine dal cuore
giudice del suo fascino e la fragranza
steward accorto della sua ossessione.
Arthur Netto
29/05/2011

Opera in metallo



Opera in metallo

Opera arriverà via terra dal grembo
raffinazione del metallo dopo l'allattamento al seno
il vento porta il cielo Mozart per sempre
trick linfa Back in Black brave ed eterna

Wagner è il girasole duetto dei miei passi
Bach gli occhi destro della strada
Metallica e Black Sabbath tatuaggi mie ossa
Ozzy griglia sciolto Pergamena

Nell'oceano finestra della chitarra grezza riff
nubi cáfila che compongono la melodia al pianoforte
epitâmia mare al tramonto chiavi sono la strada
integrante della sinfonia eterna ogni anno

Anthrax infetta dall'ultimo al primo polmone
Iron Maiden è la campana dei venti nella tomba
Della Quinta Sinfonia salire la linea dell'orizzonte oltre la terra
Ace of Spades veleno Slayer teneramente. 

Arthur Nett
12/07/2011

madreperla



madreperla 

Una notte chiara nel mare calmo 
il carro di stare perla 
nel diario di bordo poetica Salmo 
pelle cartier polso e perla 

fili di rame nel contenitore 
maturazione il bicchiere di Merlot 
il fuoco della passione che brucia cintura 
il primo colpo istinto 

il tronco non cambia mai 
con il calore delle stagioni 
nel freddo conoscere la terra silenziosa 
innaffiato con le lacrime di cuori 

la tua parte è la mia 
tutta la mia intera 
Vento favorevole alla regina di bellezza 
Julieta Romeo alla deriva. 

Arthur Nett 21/06/2011

Hard Rock



Hard Rock 

Gli occhi del cielo notturno con il blu ombra 
shirts macchiato leopardo rossetto 
flusso di parole dolci da est a ovest 
i Guns'n'Roses cavallo alato impostazione del tono 

Led Zeppelin luci guida del paese 
ragazzi saranno liberi pantaloni di prigionieri di pelle 
orde di groupies selvatici riempie il pacco 
assoli di chitarra di trucco tesoro 

gioielli sono la penombra del giorno sul palo 
vinile è l'intermezzo della seta nella stravaganza 
Bacio l'alba del sentiero e lasciare cicatrici 
Aerosmith reclutare l'essenza della fragranza 

destinazioni nel vento nei capelli di Rapunzel 
la polvere entra nei volti radiante rubacuori 
bevande che infiammano l'azzurro del cielo 
gazebo nel giardino angeli di Satana. 
Arthur Nett 
17/07/2011

Vivere Morte



Vivere Morte 

Percorsi lunghi in ombre del Tennessee 
con i rischi amaro in Paradise 
vivo a morte da quando sono nato 
giorni passano le notti del tuo sorriso 

labbra carnose per ore 
linee di sangue sulla nostra strada 
afflusso di sangue nel fiume 
Il mio santuario nel loro nido 

l'oscurità torna alla vita 
la causa della morte della stella re 
la loro carne masticata partenza 
la notte con il suo brindisi sangue 

sepolta nel suono di sibilo 
luzidos cavalli in campo e osceno 
Baci uccidere il serpente salvato 
il suo corpo farcito nel mio veleno. 

Arthur Nett 
01/09/2011

terça-feira, 8 de julho de 2014

Leviatã



Leviatã

Ela estava exausta da vida
senti isso no fundo dos olhos
queria o néctar da partida
viver sem perder os sonhos

eles vieram armados
achando que lhe tirei
a vida então os deixei acabados
numa noite lhes mostrei

a muitos mistérios
entre o Céu e a Terra
nos rios dos cemitérios
leviatã observa e narra

nunca seremos vistos
a caminhar pela cidade
no dia seremos bem quistos
à noite teremos nossa liberdade.

Arthur Nett
15/03/2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cálice Sagrado


Cálice Sagrado

Vamos beber
sangue o bastante
ver o Sol perecer
e a luz ficar distante

não temos nada a perder
a eternidade começa hoje
só iram conseguir viver
aqueles que nos virem de longe

nos viveremos pelo sangue
eles serão apenas alimento
enforcados pelo próprio sangue
no momento do sacramento

bebendo sangue no Cálice Sagrado
sentindo o desejo de grandeza
por estar radiante ao meu lado
sinta o meu veneno percorrendo sua leveza.

Arthur Nett
25/03/2014

domingo, 6 de julho de 2014

A Verdadeira Dor



A Verdadeira Dor

O remorso todo
sobrevive à morte
vivendo no Mundo
onde o mal é forte

não temendo nada
sentira o corte na pele
cansada da vida
virá e deixará ele

rasteja órfão
chama o pior
penumbra do coração
bombeando o veneno maior

a verdadeira dor
terá sua honra
o Céu vai se opor
levando sua alma embora.

Arthur Nett
08/05/2014

A Era do Destino


A Era do Destino

Brava estaca
enfeitiçou a humana
vai fundo a faca
uma mundana

será grande e imortal
hospedando o veneno
doce como sal
a era do destino

alguns temem
a liberdade no sofrimento
mulher e fera se consomem
em sangue e sentimento

onde ele se esconde
é linha tênue entre o fim e o socorro
suas mãos de conde
te levam ao alto do morro.

Arthur Nett
08/05/2014

Pecados de Prata


Pecados de Prata

Um vampiro alvo
com pecados de prata
no breu a bela dama é seu alvo
caçando pela cidade como uma floresta

feito um leão de fotografia
bem perto do hoje
você será minha companhia
te levarei para longe

uma longa jornada
por lugares profanos
minha doce amada
não envelhecerá ao passar dos anos

deixará de ser humana
para viver na escuridão
dos mundos é cigana
sem pulsação no coração.

Arthur Nett
10/03/2014

Mata Virgem



Mata Virgem

Mata virgem
carvão do pecado
sinto vertigem
em tê-la ao lado

desafio o destino
distante nem imagina
longe dela sou um menino
fascinado por seu charme de menina

quarto estranho
mais tarde
Céu castanho
a solidão arde

a noite atira
negra e vazia
a paixão inspira
ao fogo faz companhia.

Arthur Nett
28/05/2014

Encontros Ocultos



Encontros Ocultos

As nuvens vão dormir
o bom tempo está sozinho
o luar consegue enfim existir
mãos de anjo no calor do ninho

fluxo temporal
marcas do tempo
poço celestial
levado pelo vento

o Universo de cada momento
passado na beleza
aliança do pensamento
fiel a sua natureza

encontros ocultos
se atinam em seus olhos
entregando frutos
à essência dos sonhos.

Arthur Nett
28/05/2014

Tempo Franco



Tempo Franco

O frio cortante
enraizado no barranco
muito distante
o tempo franco

diz do que é feita
fogo, água e terra
a fabula perfeita
na mata densa da Terra

a felicidade é tanta
com o folego da vida
nasce na labuta
uma paixão conhecida

o Paraíso o patriarca
dando origem ao Elfo e sua grandeza
deixando tudo para trás o amor arca
unindo minha natureza a sua nobreza.

Arthur Nett
20/05/2014


sábado, 21 de junho de 2014

Švýcarská čokoláda


Švýcarská čokoláda


Topení švýcarskou čokoládu
procházející kolem pudinku
hustá smetana švýcarský
jejich křivky mě mascavas

dolním rohu lžíce
řezání vlnu kulky kokosu
Žij svůj cukr žena
madrilhenhos tisíc polibky jsou málo

teplé brownies na sněhu ve Švýcarsku
Mary Poppins je zadávací petit kočku
její vzpurný a jednotný způsob nováček
Lyžařské tratě ve spodní části misky

Cotton Candy letí světlo
ztratil ve způsobech čokolády
jejich kůže bílá jako sníh
poškrábání naše zapomenuté touhy.

Arthur Čistá
22/08/2011

Hnízdečko lásky


Hnízdečko lásky 


Labyrint přírody na prašných cestách 
žádná druhá recituje cestu 
padající podzimní listí lpí na něm 
Klávesové zkratky na nikdy sami jejich následné 

kufr je úkryt květu 
snímací kroky v půdě 
hledání vám v hnízdečko lásky 
dokazuje, sladké jablko z klína 

příroda je umělecké dílo 
šlapání kousky šperků 
Jeho květy jsou součástí 
Celý můj sen 

přesahuje pohlednici 
jemnost větru 
foukání do cíle dobře 
pocit v cestě okouzlení. 

Arthur Čistá 
28/08/2011

Poslední kroky


Poslední kroky 


Démon krve špinit čistý vzduch 
zvyk vonící síry u oltáře 
ve stopách ďábla dělat zdi 
stíny okolních kdo mě chce zabít 

posvátné půdy s kořeny v pekle 
listy krev slzy kufru 
poslední kroky věčného muže 
bílá barvení šaty 

světlo na cestě 
špinění temnou tvář 
rarity v posvátném tmě 
hořák pekla znát svého vkusu 

nevinný zděný zámecké 
potopení mrtvoly ve velkém rybníku 
plameny pekelné pálení ve vlasech 
ďáblův den zemře v ohni. 
Arthur Čistá 
28/08/2011

madrigalu most


madrigalu most

Celou noc vzhůru
psaní tajemství na silnici
intemerata vedle ní
pachuť milovaný

ruce svázané na lince
který byl nebeský
Váš stopa je můj
krátký signál

světla ukazující cestu
madrigal most v poutech
věznit svou cestu
Záblesk lásky otevřených pouta

uprostřed ničeho
moje touha nikdy nespí
odpočívá na milované spodní prádlo
milenec se vězně hladem.

Arthur Čistá
11/09/2011

Asfaltu Kovbojové




Asfaltu Kovbojové


Kovbojové asfaltový výpary v popelu
supi v neprůstřelných ocelových koní
šátky whisky v sopečném popelu
Dragon uvězněni ve zlaté kleci rameno

šipky ohně v oblouku Mustang
skočit z vrcholu Svoboda kaňonu
Cross Fire s postrojem Ďáblova krev
otroci cesty stopy volnosti

Kožená zbroj zdobené nýty
Gods of Metal ve stylu běhu
sakra bezcílně s lebkami ornamenty
Heineken přesahuje ráno až do večera

Ring of Fire svítí v noci v drsné Marlboro
epická cesta bat s roztaženými křídly
První dáma Harley s býčí rohy
silnice panny deflowered koly na ohni.

Arthur Čistá
15/07/2011


pokušení Hvězdný



pokušení Hvězdný 



Dej mi své srdce 
únos z hlediska 
ukazuje bob levitaci 
najít lásku na cestě 

zpomaluje blízkost gravitace 
Ohlédnutí pilot 
s myšlenkami bez kontroly vůle 
testovány v prostoru startu pastviny 

cestování magických slov mysli 
předmětem vnějšího pokušení 
rty jsou mýtné semeno 
skutečný kořen a fatální 

velký detail na hranici 
mezi dvěma světy zemi a za letu 
decolo ve vašem těle překvapení 
Užijte přistání se zamilovat. 


Arthur Čistá 
29/05/2011

Krevní růže



Krevní růže



Kremace píše vzdechů
barvení lidskou přirozenost
Žijeme jako upíři
Killing všední večer

wall den člověk po dni
modlil se v průběhu let
tam být žádný konec v zbabělosti
plaval v krvi oceánů

Slunce má náhlou smrt
strážný anděl čte jeho vůli
Můj zejména zběhlý ve svém dívky
Má pocit, jeho krev opilý

Noc co se zhroutí v popel
Váš duch je můj první oběť
v zahradě orgánů na popel
její růžová krev je můj legitimní choť.


Arthur Čistá
30/07/2011

krystalické jezera



krystalické jezera 


Na první den na podzim 
květiny cukr pás 
Její princip je klidný borovice 
s listy, které spadají do tohoto pocitu 

nejvyšší strop rosy 
hlídat pohádku dne 
ovce spí ve stínu rosy 
Vášeň v noci den lásky 

volný čas na křídlech orla 
pestilo v buňce mřížky 
lak, veď mě cestou 
nedotčené jezer na krásné květiny 

ve věku dřevo slonová kost 
obloha rozzářila s mlhou 
chlad noci tě přivedl ke mně 
Kořeny tulipánů pohřbít svou bolest. 

Arthur Čistá 
30/07/2011

Život v temnotách



Život v temnotách 


Na kamenné zdi zločinci budou procházet 
ustupující žijící v zbabělosti 
moje zuby ve vaší krční k šití 
vaše dobro rána na mé sliny 

děti v ďábelské démon iluzí 
Morpheus se s očima v slzách 
dotknout svůj život ve tmě 
Můj smrtelný jed je váš roh 

pocit kost 
déšť příchod 
jeho tělo v centru pozornosti 
cítil, jak mu krev 

Hemlock pohřben v mauzoleu 
opuštění vašeho srdce krvácení 
ztratil svou duši v nebi 
mé touhy spojený s jeho krční tepny. 

Arthur Čistá 
05/08/2011

Pohár Merlot



Pohár Merlot 


Vína na smlouvy o první tanec 
přes chodbu z bílého vína 
v žádných nejistých polibky ve Francii 
zářivý láska v černé a bílé 

překračování brány svatební apartmá 
palác v poháru Merlot 
měkké pohlazení v jablečné kůži 
ve své misce dostal jsem opilý 

Montáž světla stahuje 
čtyři patra dortu 
její květ safír 
roste v mém půdě 

naviják police mizí 
v řádku dešti vašeho parfému 
Můj oseté víno ​​a stárnutí 
základem jeho okraje. 
Arthur Čistá 
05/08/2011

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Guardiões da Noite


Guardiões da Noite

Os guardiões da noite fizeram pouco
para esconder um passado obscuro
brincaram com fogo deixando o tempo louco
fizeram de milhares de ossos um ser imortal

um enxame inteiro
no solo escorria
eu sou o primeiro
de uma linhagem pura que viveria

num hibrido forte
feito de carne
desprendido da morte
progenitor do charme

séculos dormindo
noites acordado
o sangue consumido
com corpos por todo lado.

Arthur Nett
20/05/2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Estaca



Estaca

A paixão envenena
meus ossos causando dor
uma bela menina
me deixou provar o amor

afiado como faca
abrindo as raízes do chão
o sangue envolto a estaca
no marco zero do coração

seus olhos tinham luxuria
eu sentia o seu desejo
queria seu corpo todo dia
e seu sangue no meu beijo

uma erva daninha
entre flores amarelas
sempre foi minha
a mais bela das belas.

Arthur Nett
16/03/2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

72 Legiões



72 Legiões

Uma vida inteira de água benta
ferido por cruzes
sua presa faminta
por muito tempo longe das luzes

suas vitimas querem sua morte
o sangue bebido e almas escapando pelos dedos
as trevas aguardam um momento de sorte
pra possuir meus segredos

uma passagem para o inferno
cada noite mais distante
72 legiões me fizeram eterno
não temo nada adiante

o homem mal
pensa ser horrível
mais eu sou sem igual
único e terrível.

Arthur Nett
10/03/2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Tempo de Matar



Tempo de Matar

No cair da noite escura
é hora de acordar
o veludo perdura
o tempo de matar

a regia me transforma
em um assassino
o veneno conforma
o ponto final do destino

em linhas tortas
folhas inquietas de arvores negras
abrem as portas
do inferno queimando as regras

com sangue eu faço um lago
com os corpos a estrada
meu forte afago
faz com que se sinta amada.

Arthur Nett
26/03/2014

Morto




Morto

Alguns ficaram feridos
e eu estava morto
eles foram esquecidos
minha partida lhes deu conforto

passageira glória
em acabarem com um inimigo voraz
suas vidas alheias a história
perpetuaram comigo me tornando tenaz

suas vidas dizimadas
pela intrépida natureza
suas almas acabadas
dissipadas pela minha beleza

voltei conhecendo monstros
e com muita fome
os trouxeram aos meus encontros
no breu onde o homem celebre some.

Arthur Nett
26/03/2014

domingo, 15 de junho de 2014

Grotesco


Grotesco

As esperanças se vão
uivam sedentas por sangue
grotesco coração
onde seca o sangue

entoando uma canção
que desperta o monstro do monte
as rodovias de lagrimas passam
ficam onde será a fonte

de velas que arranham
o meu sombrio caminho
muitas almas me acompanham
mil braços e mesmo assim sou sozinho

machuca a solidão
no quinto grau do inferno
me sinto na sua mão
mesmo sendo eterno.

Arthur Nett
27/03/2014

sábado, 14 de junho de 2014

Cães Selvagens



Cães Selvagens

Liberto mais um corpo desova
o Sol começa a nascer
volto para cova
esperar o breu renascer

os mestres por baixo do chão
as margens da natureza
fizeram uma nação
com pilares de ossos de uma deusa

cães selvagens
sem nenhum dono
com umas aquarelas de sangue fizeram paisagens
da escuridão da noite sou o patrono

atraídos por um  coro de corvos
me servirão uma banquete sem tocar
suas garras imundas por sangue dos povos
na sobremesa terei dez virgens para me saciar.

Arthur Nett
04/03/2014




sexta-feira, 13 de junho de 2014

Noite Perdida



Noite Perdida

Uma noite perdida
longe por todo o tempo
acabou sem despedida
presa ao vento

fugindo da escoria
na luz do dia
morrendo pela honraria
em sentir minha extrema unção na hemorragia

eu estava esperando
a sua chegada
meus conflitos cicatrizando
seu passado te atraindo a minha morada

formamos felizes
um sanguinário casal
anoitecendo as cruzes
enegrecendo o dia celestial.

Arthur Nett
25/02/2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Conde dos Arcos



Conde dos Arcos

O último dos mestres
de uma forma vilã
em duelos celestes
invisíveis a satã

ainda esta vivo
e muito confiante
como um crivo
num caixão distante

o mal queria entrar
águas passadas
com as próprias mãos matar
sangue denso e almas acabadas

conde dos arcos
nas ruínas da cidade
em cinzas os barcos
bebem da liberdade.

Arthur Nett
11/04/2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Presos na Laguna



Presos na Laguna

Levanto e olho ao redor
esta cheio de monstros
ao longo da noite a dor
fara a honra aos nossos encontros

sangue fresco da Hungria
lagunas transbordam nas tempestades
do sangue que te fazem macia
nutri seu corpo e suas vaidades

são menos venosos
enquanto o dia não nasce
desejos profundos e impiedosos
faz com que eu casse

presos na laguna
se escondem
são seus minha menina
os leve para onde os homens não veem.

Arthur Nett
27/03/2014


terça-feira, 10 de junho de 2014

Olho de Esmeralda



Olho de Esmeralda
Numa estrada vazia
o ar frio ganha vida
aquecendo a distancia
entre a chegada e a partida

um pouco mais
mantem quente
um anjo uma imperatriz
seu olho de esmeralda me sente

a distancia tem fim
cada momento
caloroso assim
queimando a luz do pensamento

um perfume ao outro
arde em desejo
cada encontro
na faísca do beijo.

Arthur Nett
28/05/2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Luz do Palácio


Luz do Palácio


A luz do palácio 
em laços de afeto
um sonho macio
amor concreto


por uma vida
sedento desejo
pureza partida
em dois pelo beijo


nunca se mostrava
iniciava obscuro
à vontade me guiava
provido do futuro


ninguém entre nós
somos um casal
frente a uma vida selvagem a dois
protegidos pelo cântico celestial.



Arthur Nett
                                                                                        20/05/2014