terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Noite sem Fim


Noite sem Fim

A mandíbula só solta
quando a vida acaba
com gosto de sangue em volta
no rio vermelho que nunca acaba

tudo que resta é o grito
na morte de mil cortes
no coreto de demônios jaz escrito
o ancião dos Deuses teme os fortes

na noite sem fim
instintos assassinos proliferam
as páginas se viram sozinhas pra mim
átras do livro de vidro na sua premonição

o tronco descendo pelo rio
e o desejo subindo á bota alta
seu espartilho ensanguentado e frio
meus caninos tocando seu pescoço como flauta.

Arthur Nett
03/06/2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Bosque de Trigo



Bosque de Trigo


O meu magma sobre a sua pele vulcânica
seu pescoço macio em perigo
meu desejo crescendo no joio de cerâmica
nosso amor retratado no bosque de trigo

seus passos de bebê no tapete de seda
meu coração disparado na sua floresta
meu sol brilha na sua água linda
no meu coração você sempre está

com a barbatana de Pvc
rubricando meu nome no quadril
envernizando eu em você
seu latex crivado no meu vinil

nessa cruzada de mão única
sobre os olhos divinos do Universo
nossa tempo sobra no pacto da química
escrevendo na película do amor nosso verso.

Arthur Nett 09/06/2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sobre as Estrelas



Sobre as Estrelas

Cresce o Oceano
em verdes Mares
perpetuo o ano
cumprido aos ares

hibernação no ancoradouro
nossos sonhos feitos d’água
nossa realidade um deserto de ouro
num cantil de beijos d’água

sua orquídea de primeira linha
orbita a minha ferrovia subterrânea
sua projeção astral de rainha
no amor real gerado na subcutânea

assim o diamante rosa australiano eterno
o meu cupido esculpe as estrelas sagradas
o seu coração no trabalho interno
sobre a luz das estrelas estamos de mãos dadas.

Arthur Nett
08/06/2011


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Diamante Bruto



Diamante Bruto


Tempestade de gelo em palavras ao vento
nas estrelas cegas dos Oceanos
a baia dos cavalos na refinaria do tempo
dos portões dourados da usina dos anos

Cada passo é o último
montando no redemoinho
céu estrelado num movimento íntimo
o vento sopra os lampejos do moinho

mergulhadores no rio ao último passo
os sonhos escutando os sinais ardentes
flores de verão plantadas no abraço
refletindo em olhos de vidro os espelhos quentes

a paixão compartilhada com o diamante bruto
talhado ao pé da estrada em tons camelo
com prazeres na estampa gera a paixão do fruto
megulhando da alma até o seu cabelo.

Arthur Nett
06/06/2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Coritiba Foot Ball Club




Coritiba Foot Ball Club


No alto do Olimpo alvi verde
onze guerreiros honram sua camisa
onde a armadura rubro negra se perde
a força do furação que vira brisa

na sala alva de troféus
a escuridão reflete o Coritiba
escrevendo de verde nos céus
o triunfo eterno coxa em Atletiba

Em cem anos de batalhas
de conquistas e glórias na Arena
abrimos o livro dos Oceanos em batalhas
em duetos do início das eras aos flancos da Arena

Como um trovão glorioso
emergem a tempestade do alto da Glória ao Céu
coroando o time mais vitorioso
do mundo pelos versos do menestrel.

Arthur Nett
30/12/2011

Gotas de Orvalho



Gotas de Orvalho


A última volta do parafuso
onde a bala prova o sabor do gatilho
a pérola cor de fogo sem uso
acende a estrela polar no espartilho

Névoa de fumaça em laços
florzinhas e poás na sua camisola
passos do destino nos nossos abraços
o sabor do gatilho linhal nos consola

no véu grinalda na gema de gibraltar
cavalga o ciclope da luz bonita
pássaro escarlate voa do grande Canyon ao altar
gotas de orvalho invadindo a aurora indômita

chamas da sua pele em madeiras de vime
seu corpo de seda engraxado pela minha mão macia
paixão azuleijada com beijos longos de cine
as estrelas caem na rede da sua fragrância.

Arthur Nett
05/06/2011


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Apocalipse



Apocalipse


No Templo dos Milagres a minha última gota
irá macular o anjo negro que cavalga feras
vindo a Terra para dilacerar a glória humana até a última bota
até o último salto ser engolido pelas chamas das esferas

Por cima da cerca do tempo e espaço
o meio da noite se torna dia
o veterano do Paraíso sente seu fracasso
anjos caídos e humanos presos a sua covardia

Caveiras com asas dominam as nuvens fálidas
o mestre das sombras colhe no Paraíso o seu grão
as puras e donzelas se sentem fracas e pálidas
sua semente foi germinada no inferno e na Terra plantada no chão

Homens de bem estão trancados no container no cais
o pasto dos hereges é vasto e cresce
detidos os raios de sol e relâmpagos da paz
Anjo Gabriel exasto e fraco estirado no chão perece.

Arthur Nett
21/03/2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aventura Delirante



Aventura Delirante



Sacuda a identidade falsa
arrepiando as amostras na vala
ficamos atoa da ponte até a balsa
nossa aventura delirante começa na sala

fábrica sinistra da história
embarco com excelência no casaco
das almas gêmeas da vitória
na alça dos princípios cavados no fundo buraco

minha bomba de saquê no cais
libera seu espírito
nossos riscos de vida presos a paz
dos corpos empenhados no rito

polpa no azul do céu em brinquedo
eleva a fibra do seu beijo
cabeça cheia e corpus nus sem medo
do transe caótico do evidente desejo.


Arthur Nett
30/05/2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meia Noite em Paris



Meia Noite em Paris


Quero caminhar ao seu lado
ser guardado dentro do seu coração
com seu olhar fixo e costurado
o legado com linha branca na escuridão

quando for meia noite em Paris
demorada a noite da floresta imensa
sou seu diretor e você minha atriz
seu papel terá meu beijo como recompensa

Ressaca dos meus olhos por chorar de amor
não prescisa mais conferir meu coração
meu testamento de papireo, minha herança uma flor
nossa reviravolta muda o clima e estação

Revanche dos meus músculos
anuncião o seu furacão de flor de lís
assando espinhos num baú de obstáculos
hurra em mim seu perfume de miss.

Arthur Nett
30/03/2011

Batalha de Olhares




Batalha de Olhares


Na sua caçada hávera coração
a contigência da flexa que fura sem sangrar
os arcos as sete chaves saberão
que fui vitimado sem desmoronar

Destruidor seu olhar me a vista
como cavalheiro não posso te fazer a pergunta
sendo uma dama não pode revelar mais da uma pista
a batalha de olhares é uma guerra de vitória conjunta

te tiro pra dançar do salão até Marte
acuado na Terra conheço as estrelas como astronauta
presa a mim liberta toda a sua arte
seu coração operário pula e salta

o cheque em branco do nosso caminho é preenchido
assino no nome do meteoro que luta pra respirar
ofegante escreve no meu escudo dourado
o texto sentido e compreendido com falta de ar.


29/03/2011
Arthur Nett

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Criador de Viúvas





Criador de Viúvas


A noite roga pelo criador de viúvas
a escuridão clama pelo nono círculo do inferno
minha armadura é a sombra negra das viúvas
esperando a bruma sombria do inverno

vozes da encarnação na morte certa
chuva devastadora de mastruco e sangue
minha terra preta bate a sua porta aberta
seu batismo de fogo com meu sangue

esgrima de línguas vivas e mortas
envocando o floreto do redentor
meu ímperio sombrio ermo e sem portas
vozes da encruzilhada guiando o sangue do amor


o limbo queimado no caminho da forca
um pouco de corda com cheiro de pele
meu desejo maciço na cruz de malta oca
minha sede aquece a vedeta da sua pele.


Arthur Nett

06/08/2011


domingo, 20 de novembro de 2011

Troll Vermelho




Troll Vermelho



O espelho d'água é o rei do trono
alvorada da lua cheia na árvore
do seu amor sou o patrono
seu corpo de seda na paixão de mármore

no gramado do mundo das fadas
paixão plantada pelo troll vermelho
corações de arcos em lábios de flexas dadas
no interior do seu diário são o meu espelho

terra prometida na mordida da floresta
nossos caminhos esmaltados pelo duende
encantos de diamante em cascata
minha liberdade majestosa te prende

fada madrinha no ponto sul á mercê
da linha da tarde no piscar do unicórnio
o arco-íris brilhante para eu e você
nossos corações banhados pela constelação de Capricórnio.


Arthur Nett
04/08/2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Drácula




Drácula


Hábito á torre mais alta
bebo vinho de 200 anos num cálice de sangue
devoro a cruz de malta
não me saceio com carne só com sangue

todos bebemos da mesma fonte
a calda do suave veneno
no porto escondido não há ponte
só sombras num vispido asceno

a sombria da noite mexe o meu sobretudo
aos meus passos toca a sinfonia negra
meus pecados de sangue se confortam no meu colete de veludo
não sigo dogmas apenas uma regra

o nevoeiro revela as minhas pegadas
no breu total enxergo com clareza
minhas virgens de sangue doce estão vendadas
o sol me teme,sabe que sou mais forte que a natureza.
Arthur Nett
16/02/2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Elfo Rei



 
Elfo Rei


O fauno nadando na adrenalina
chicotes de aço na alavanca do chão
abrindo a armadinha do troll na gasolina
os portais do reino abaixo do chão

fadas do fino véu
elfos por todo lado
escada de pepitas até o céu
no castelo de areia consagrado

haste de leões
em uma cavalaria de flamingos
nas frestas dos portões
elfos montando flamingos

cintura fina da fada
nos ramos grossos do Elfo Rei
encoraçada de flores a minha amada
na brisa de beijos que jamais esquecerei.


Arthur Nett
01/07/2011

Tatoo




Tatoo
Não me guarde no seu coração
me tatue nos seus ossos
alinhavo o nosso amor sem provisão
nossa união deixa destroços

como piano de cauda toco sua cintura
uso seus cabelos como leme
tampo seus ouvidos para que continua pura
me afasto por segundos pra ver como teme

no mausoléu da nossa paixão
transborda o rio da hora
comigo nunca conhecerá solidão
sutilmente nunca me deixará ir embora

a tatuagem do seu pé tem o meu nome
meu beijo faz o teu sangue ferver
no meu peito de batom escreve seu sobrenome
minha pega faz seu corpo arder.


Arthur Nett
12/02/2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cavaleiro Medieval


Cavaleiro Medieval

No meu coração á dois tigres
um domina o ódio o outro o amor
sou o mestre das feras livres
algozes da minha tristeza e dor

O ciclope da minha alma
tem o olho gigante e rúbio
visíonario e quente como sauna
domina o caminho sem distúrbio

A odisséia do meu caminho
é subsídio de lendas e mitos
rico guerreiro caminha sozinho
culpado da invasão de seus conflitos

na minha mão o cavaleiro medieval
perdeu a batalha para as minhas virtudes
de luva onipresente sem deixar digital
sonâmbulo do reino das minhas atitudes.

Arthur Nett
30/03/2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Teatro da Dor



Teatro da Dor


No mar do teatro da dor
navego nas nuvens desse texto
o pierrô deixa suas lágrimas correrem por amor
ressentimento e dor fazem parte do contexto

esse espetáculo foi escrito pelo ermitão
que anda solitário mais nunca sozinho
fez todos os personagens espelho dessa nação
transforma seu sofrimento em lirismo e carinho

quando finalmente a cortina sobe
ela interpreta com frieza seu personagem vil
sua mágoa é destilada com ar esnobe
vingada e triste se refugia no seu vestido de vinil

você esquece de maneira fugaz sua fala
fica imóvel e esquece a dor
naufragada e abalada se cala
seu olho d'água está ancorado no amor.

Arthur Nett
24/02/2011


Minhas Pegadas



Minhas Pegadas

A areia dos seus olhos
tem as marcas das minhas pegadas
a brisa do mar sopra alguns conselhos
para que vejamos nas linhas da areia faunos e fadas

Nos meus Braços a maré sempre está alta
o mapa de onde estamos deixo a maré levar
sem relógio,bússola ou pauta
você é vital pra mim como o ar

Juntos na beira o ar fica rarefeito
me sinto como a brisa lá no alto
meu vôo com você é perfeito
na velocidade da luz cruzamos o asfalto

conchas mais reluzentes no nosso castelo de areia
o fauno cela nosso amor com algema de cristal
você tem cabelos longos é linda como sereia
a face oculta da lua nunca mais será igual.

Arthur Nett
11/03/2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Flor de Lótus




Flor de Lótus

O doce néctar do seu cheiro
faz só crescer o meu desejo
me afague por inteiro
adoro provar o gosto do seu beijo


gosto do perfume da flor
já fui ferido por seus espinhos
sua pétala é suave como o amor
sua cópula deseja os meus carinhos

a perfeição desse momento
nunca poderá ser lembrado
é como violetas brotarem no cimento
e some rápido como o orvalho no gramado

suas raízes são consumidas por uma chama
das estrelas cadentes no azul do céu
você é minha lótus reina na Terra e nascida no lama
selo seus lábios aos meus e cubro seu perfume com o véu.
Arthur Nett 14/02/2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Destino


Destino

Com um beijo selo seu destino
minha língua é quente como uma chama
macia como cuscus marroquino
começamos no restaurante acabamos na cama

Te levo pra ver as estrelas do Tadj Mahall
passeamos de gôndola por Veneza
Você nunca sentiu um amor igual
sou seu duque e você minha duqueza

Seus desejos são fortes como nevasca
amo frio e não o calor de Copacabana
meus beijos derretem o gelo do Alaska
tiro com cuidado o seu Dolce & Gabbana

Do princípio ao fim sempre seremos um só
seja em terra firme ou no mar Mediterrâneo
a vela do nosso veleiro tem um único nó
Sem lugar definido nosso romance é conteporâneo.

Arthur Nett
04/03/2011

Céu da Boca






Céu da Boca



Na imensidão da noite miro a Lua
e acabo no céu da tua boca
comigo sempre se sente nua
um único beijo te deixa louca


comigo corre como se estivesse nos trilhos
sou o vento que corta suas asas
te presenteio com com caros espartilhos
fugimos dos limites das nossas casas

você quase foge por um triz
sua tentativa fracassa por um fio
te trato como dama e meretriz
beijo e amordaço seus lábios pra não ouvir um pio

borro seu batom e castigo sua pele alva
sou seu senhor e você minha escrava
sobre o meu corpo se sente salva
com meu domínio nunca fica brava.
Arthur Nett
23/02/2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ovelha Negra



Ovelha Negra



No caminho sem volta na verve
afiando a morte na véspera
a ovelha negra serve
o ágape no centro da fera

uma noite após da outra
levando o tempo para que continue
servindo as trevas no adiantado da hora
cruzando em sete dias a linha tenue

no campo estéril europeu
brota em labaredas o louro
a semente do seu sangue é meu
durmo o dia todo em couro

o dia forte é o predador
no caçada das páginas do breu imune
em capítulos de alecrim nosso amor
ensanguentado em cada volume.


Arthur Nett
23/08/2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Arredores da Morte


Arredores da Morte


O inferno caminha na Terra
o capeta espera no fim da linha
ninguem mais caminha na luz da Terra
a noite inteira será minha

a herança maldita levanta
no túmulo da terra de ninguem
profanada a lápide pura da santa
á melodia celestial é rejeitada no cemitério do além

veneno lento como fogo no nó de pinho
no temporal queima para sempre
cavo na teia da armadeira o ninho
do amor tórrido no túmulo do seu ventre

a pá afundando no brejo
o céu noturno brilhando o vestido branco
nos arredores da morte vive o desejo
bebendo do seu sangue na sombra do tronco.

Arthur Nett
25/08/2011

Pegadas do Astronauta



Pegadas do Astronauta



A Lua conquista o continente
no pier do fronte de Urano
galáxia de Câncer gigante
atravessando os mares de Urano

passando os limites do Planeta Vermelho
abrindo no Cosmus o abismo profundo
e azul no corrego do espelho
refletindo o sistema Solar no fundo

o espaço do Planeta tecido
no buraco da agulha das estrelas
ofuscando o brilho jaz esquecido
nos pontos do céu das belas velas

pontos do tapete cósmico
lagunas das pegadas do astronauta
na sua estrela eu sempre fico
na minha constelação você salta.

Arthur Nett
22/08/2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Chocolate Suiço


Chocolate Suiço


Aquecendo o chocolate suiço
passando em volta do pudim
grossa calda de creme suiço
suas curvas mascavas pra mim

o canto fundo da colher
cortando a onda das balas de coco
vivo do seu açúcar de mulher
mil beijos madrilhenhos são pouco

brownies quentes na neve Suiça
Mary poppins faz o tenro petit gato
sua forma rebelde e uniforme de noviça
rastros de esqui no fundo do prato

algodão doce voa leve
nos caminhos de chocolate perdidos
sua pele branca como a neve
riscando nossos desejos esquecidos.

Arthur Nett
22/08/2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Ninho de Amor




Ninho de Amor


O labirinto da natureza em estradas de barro
nenhum segundo recita o caminho
ao cair das folhas de outono lhe agarro
nos seus atalhos nunca sigo sozinho

o tronco é o esconderijo da flor
sentindo os passos no solo
te achando no ninho de amor
prova a doce maçã do meu colo

a natureza é uma obra de arte
trilhando as peças do joalheiro
suas pétalas são parte
do meu sonho inteiro

o cartão postal vai além
na gentileza do vento
soprando no destino o seu bem
sentindo no caminho do encantamento.


Arthur Nett
28/08/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Últimos Passos




Últimos Passos


O sangue do demônio maculando o ar puro
o hábito cheirando a enxofre no altar
com as pegadas do demônio faço o muro
de sombras cercando quem quer me matar

solo sagrado com raízes no inferno
folhas de sangue nas lágrimas do tronco
os últimos passos do homem eterno
manchando seu vestido branco

a luz no final da estrada
manchando o escuro do rosto
raridades na escuridão sagrada
a tocha do inferno conhece o seu gosto

tijolos inocentes do castelo
afundando os cadáveres no grande lago
labaredas do inferno acesas no cabelo
o demônio do dia morre no fogo.

Arthur Nett
28/08/2011




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ponte Madrigal




Ponte
Madrigal

A noite toda acordado
escrevendo segredos na estrada
intemerata ao seu lado
no ressaibo da amada

as mãos atadas na linha
celeste onde esteve
sua pegada é minha
num sinal breve

luzes revelando o caminho
na ponte madrigal de algemas
aprisionando o seu caminho
clarão de amor aberto em algemas

no meio do nada
o meu desejo nunca dorme
descansa na lingerie da amada
com amante detento de fome.

Arthur Nett
11/09/2011

sábado, 29 de outubro de 2011

Cowboys do Asfalto




Cowboys do Asfalto


Cowboys do asfalto nas fumaças em cinzas
abutres a prova de balas em cavalos de aço
whiskey nas bandanas do vulcão em cinzas
o dragão preso na jaula dourada do braço

flexas de fogo no arco do Mustang
salto do alto do Canyon da liberdade
cruzamos o fogo com os arreios do Diabo no sangue
caminhos escravos dos rastros da liberdade

Armadura de couro cravejada de rebites
Deuses do metal correndo na veia
malditos sem destino com caveiras de enfeites
Heineken de manhã ultrapassa até a ceia

Anel de Fogo acende a noite robusta no Marlboro
jornada épica do morcego abrindo suas asas
a primeira dama a Harley com chifres de touro
estradas virgens defloradas por rodas em brasas.

Arthur Nett
15/07/2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tentação Sideral








Tentação Sideral



Me dê o seu coração
no rapto do ponto de vista
mostrando o prumo da levitação
encontro o amor na pista

desacelera os arredores da gravidade
olhando para átras o piloto
com pensamentos sem controle da vontade
lance espacial testado no pasto

palavras viajando pela magia da mente
assunto de tentação sideral
os lábios são o pedágio da semente
na raiz verdadeira e fatal

detalhe grande na divisa
entre dois mundos pousar e voar
decolo no seu corpo de surpresa
aprecie o pouso ao se apaixonar.


Arthur Nett
29/05/2011


sábado, 22 de outubro de 2011

Rosa de Sangue











Rosa de Sangue



A cremação escreve aos suspiros
conspucando a natureza humana
estamos vivos como vampiros
matando a noite mundana

a muralha humana dia ápos dia
rezando através dos anos
não havendo mais fim na covardia
nadamos no sangue dos Oceanos

o sol tem uma morte repentina
o anjo da guarda lê o seu testamento
meu sobretudo versado na sua meniina
seu sangue embebeda meu sentimento

noite ápos desmorona em cinzas
seu espírito é minha primeira vítima
no jardim de corpos em cinzas
sua rosa de sangue é a minha consorte legítima.


Arthur Nett
30/07/2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lagos Cristalinos


Lagos Cristalinos


No primeiro dia de outono
flores açucaram o cinto
seu princípio é o pinho sereno
com folhas que caem no que sinto

o teto mais alto do orvalho
guarda o conto de fadas do dia
a ovelha dorme na sombra do orvalho
paixão da noite no amor do dia

o tempo livre nas asas da águia
pestilo na grade da cela
a laca no caminho me guia
por lagos cristalinos até a flor bela

madeira envelhecida no marfim
o céu iluminado com a névoa
o frio da noite te trouxe pra mim
raízes de tulipas enterram sua mágoa.


Arthur Nett
30/07/2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vida na Escuridão





Vida na Escuridão


Na parede de pedra malfeitores á rastejar
batendo em retirada na covardia viva
minhas presas na sua jugular pra costurar
seu bem maior abatido na minha saliva

crianças diabólicas no demónio da ilusão
no morfeu com os olhos em pranto
toco sua vida na escuridão
meu veneno letal é seu canto

sentindo no osso
a chuva vindo
sua carne no foço
seu sangue me sentindo

cicuta enterrada no mausoléu
deixando seu coraçao sangrar
sua alma perdida no céu
meus desejos presos a sua jugular.

Arthur Nett
05/08/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cálice de Merlot









Cálice de Merlot


Vinhos no pacto da primeira dança
cruzando o salão do vinho branco
em beijos bem claros na França
amor radiante em preto-e-branco

cruzando os portões da suíte de núpcias
palácio no cálice de Merlot
pele macia de maçã nas caricias
na sua taça me embebedou

o monte de luz retira
nos quatro andares do bolo
sua flor de safira
plantada no meu solo

carretel de gôndolas desaparecendo
na linha de chuva do seu perfume
meu vinho semeado e envelhecendo
na terra firme do seu gume.
Arthur Nett
05/08/2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Gladiador








Gladiador



Batalhas no sangue de Romanha
razia plaga de Lombardos
preso no Reino de Sardenha
trancende as eras dos reis Albanos

chora as tempestades
pelos cabelos do gladiador
nadando o canal das verdades
lastros de sangue e dor

bracelete perdido na saída de Ravena
espelhos do céu no Coliseu
a batalha com feras me condena
na gaiola de poeira seu sangue é meu

na casa dourada de Nero no Esquelino
meu caminho traçado no sulco sagrado por Rômulo
nas sete colinas em ramos do Palatino
espólios da glória imunes ao tumulo.

Arthur Nett
17/08/2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fito nas Fadas















Fito nas Fadas


O ciclo da vida é testemunha
do ventrículo exótico cheio de pontos
cavados na direção oposta a agulha
fito nas fadas em seus contos

escavação no capô do teto solar
ataque de Vênus orfão a última dança
dedos sagrados nos anéis de Saturno ao luar
putrefação da superfície ameaça

seis cordas no fundo do lar
cúmplices noite e dia do cometa
astro solitário reluzente á tentar
o embate no teto do mundo sem etiqueta

cronometrada no foguete da elegância
fim da distância do coração
juiz do seu charme e fragrância
mordomo perspicaz da sua obsessão.

Arthur Netto
29/05/2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ópera de Metal







 Ópera de Metal

Veio por terra á ópera desde o ventre
refinando o metal depois do leite materno
o vento carrega ao céu Mozart pra sempre
seiva capciosa do back in black bravo e eterno

Wagner é o dueto do girassol dos meus passos
Bach é os olhos certos do caminho
Metallica e Black Sabbath tatuando meus ossos
Ozzy grade solta do pergaminho

Na janela do oceano o riff da guitarra crua
cáfila de nuvens compondo a melodia no piano
epitâmia do mar nas teclas do sol são a rua
parcel da sinfonia eterna de cada ano

Anthrax infesta do último ao primeiro pulmão
Iron Maiden é o sino dos ventos até a Sepultura
Quinta sinfonia escalando a linha do horizonte além do chão
Ace of Spades envenando o Slayer com ternura.
Arthur Nett 12/07/2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Madrepérola








Madrepérola


A noite clara no mar calmo
a carruagem banca à madrepérola
no diário de bordo poético como salmo
cartier no pulso e pele de pérola

fios de cobre no recinto
amadurecendo a taça de Merlot
no fogo da paixão queima o cinto
o primeiro instinto disparou

o tronco jamais muda
com o calor das estações
no frio conhecendo a terra calada
regada com lágrimas dos corações

sua parte é minha
todo o meu inteiro é seu
vento propício a beleza da rainha
Julieta á deriva de Romeu.

Arthur Nett 21/06/2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hard Rock





Hard Rock

Os olhos da noite com sombra azul celeste
camisas de onçinha manchada de batom
riacho de palavras doces de Leste ao Oeste
o cavalo alado do Guns’n’Roses dando o tom

Led Zeppelin guiando as luzes da aldeia
garotos livres presos á calças de couro
hordas de groupies selvagens enche a alcateia
solos de guitarra maquiando o tesouro

as jóias são a penumbra do dia no mastro
o vinil é o interlúdio da seda na extravagância
a alvorada do Kiss deixa cicatriz e rastro
Aerosmith recrutando a essência da fragrância

destinos ao vento em cabelos de Rapunzel
o pó passeia em rostos radiantes de galã
drinques que incendeiam o o azul do Céu
coreto de anjos no jardim de Satã.

Arthur Nett
17/07/2011
.

domingo, 25 de setembro de 2011

Vivo á Morte






                                                                    Vivo á Morte


Caminhos longos nas sombras do Tennesse
com riscos amargos no Paraíso
vivo á morte desde que nasci
dias passam nas noites do seu sorriso

lábios carnudos nas horas a fio
nas linhas do sangue no nosso caminho
corrida do sangue na beira do rio
meu santuário no seu ninho

a escuridão de volta a vida
na causa mortis do astro rei
sua carne mascava partida
a noite com seu sangue brindarei

enterrada no som do silvo
cavalos luzidos no breu obsceno
beijos de serpe matém à salvo
seu corpo empalhado no meu veneno.

Arthur Nett
01/09/2011


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cabeludos Seres Únicos








Cabeludos Seres Únicos


Seres únicos nós cabeludos
crepúsculos do arranha céus até as matas
nossos cabelos macios como veludos
conquistamos as fiéis e as ingratas

da távola redonda aos longos cabelos do Rei Arthur
força e vitalidade do metal que é eterno
aos hardrockers e suas extravagâncias e glamour
dos quatro meninos de liverpool que usavam terno

dos vikings passando por Johnny Depp até o Ozzy
os cabeludos são os maiores da História
domamos guitarras como dragões queremos mais que apenas uma dose
nosso presente vitorioso, não nos deixa esquecer um passado de glória

Até jesus o maior de todos é cabeludo
no Brasil,América,Europa ate o Japão
conquistávamos os mares como piratas antes do cinema mudo
no jardim secreto do mundo somos anjos e demônios formando uma nação.

Arthur Nett
26/02/2011



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lembranças







Lembranças


Uso suas fotos pra acender a lareira
o calor me lembra o seu abraço
minhas recordações queimam como madeira
seu corpo sente falta da força do meu braço


nossas lembranças viraram carvão
o futuro da nossa relação virou fumaça
me questiono se fora em vão
guardo apenas uma foto nossa na praça
 
não existem mais fios dos seus cabelos no meu travesseiro
seu perfume na almofada some com o vento
tenta sem sucesso esqueçer nossas risadas com o tempo
se ilude achando que sou apenas um forasteiro

nosso ciclo está apenas no meio
você é minha rosa e eu seu jardim
com recordações me sasseio
você sempre será tudo pra mim.


Arthur Nett

23/01/2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Condenado ao Céu







Condenado ao Céu


Antes de você tudo na minha vida
era um largo de ferrugem
acolhedora e misteriosa me convida
a alquimia do nosso tempo é miragem

ao seu lado condenado ao céu
com o habbeas corpus da águia americana
minha pele alva e negro meu corcel
o anjo é minha testemunha cigana

sua pena será comprida ao meu lado
sem apelação merece cada ano da punição
doloso é o crime do amor inapelado
corre livre pelos campos da minha libertação

Excitante,demorado os sabores do seu sacrifício
supersônico as grades da sua liberdade
os elos da minha algema se tornão seu ofício
nos meus beijos acha sua identidade.

Arthur Nett
28/03/2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Saga Majestosa







Saga Majestosa



Sua alma sobe seu corpo cai
seus lábios carnudos a minha mercê
na hipnose dos meus dedos seu medo se esvai
unindo o elo das correntes como buquê

nosso castelo de cartas marcadas
a rainha perdeu sua coroa
nos meus braços sente suas forças renovadas
nossa saga majestosa é a armadura que voa

com você não toco o chão
meus pés sentem o veludo vermelho
partindo nossas dores pelo vão
do calabouço farto de espelho

quando os Oceanos dos meus lábios
desaguam nas margens dos seus rios
escorregando por sua coroa como os sábios
reinando e velejando tormentas sem calafrios.

Arthur Nett
28/03/2011