quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Diamante Bruto



Diamante Bruto


Tempestade de gelo em palavras ao vento
nas estrelas cegas dos Oceanos
a baia dos cavalos na refinaria do tempo
dos portões dourados da usina dos anos

Cada passo é o último
montando no redemoinho
céu estrelado num movimento íntimo
o vento sopra os lampejos do moinho

mergulhadores no rio ao último passo
os sonhos escutando os sinais ardentes
flores de verão plantadas no abraço
refletindo em olhos de vidro os espelhos quentes

a paixão compartilhada com o diamante bruto
talhado ao pé da estrada em tons camelo
com prazeres na estampa gera a paixão do fruto
megulhando da alma até o seu cabelo.

Arthur Nett
06/06/2011

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