quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gotas de Orvalho



Gotas de Orvalho


A última volta do parafuso
onde a bala prova o sabor do gatilho
a pérola cor de fogo sem uso
acende a estrela polar no espartilho

Névoa de fumaça em laços
florzinhas e poás na sua camisola
passos do destino nos nossos abraços
o sabor do gatilho linhal nos consola

no véu grinalda na gema de gibraltar
cavalga o ciclope da luz bonita
pássaro escarlate voa do grande Canyon ao altar
gotas de orvalho invadindo a aurora indômita

chamas da sua pele em madeiras de vime
seu corpo de seda engraxado pela minha mão macia
paixão azuleijada com beijos longos de cine
as estrelas caem na rede da sua fragrância.

Arthur Nett
05/06/2011


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