quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dias Escravos


Dias Escravos

Há um assassino entre-nos
com dentes afiados como presas
diante dele os homens são somenos
belas mulheres dançam feito jogralesas

sua alma um penhasco fundo
de onde não levanta nem o homem mais forte
seu caminho das trevas é oriundo
segue o oficio da morte

virgens sentem chamas
pelo corpo na sua presença
queimou o desejo de várias damas
o fogo incinera a descrença

reze para os bravos
conflagrarem suas cinzas com sal
os dias serão escravos
quando as noites forem patronas do mal.

Arthur Nett
27/08/2015







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