segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Grande Fera




A Grande Fera



A grande fera atravessa a cachoeira
lavo as mãos com sangue antes do carteado
num ritual pagão da nuvem negra no céu aberto a barreira
onde o osso duro abre as dez toneladas do cadeado

gavião negro no fim do corredor
a rosa maldita perfuma o coroinha
com cinzas do vulcão irrigador
profanando o túmulo daquela que foi minha

campo de batalha vasto
no conflito sem fim
bolsas de sangue são o pasto
da erva do demonio no jardim

colei seus olhos na escuridão
vivendo o brilho das sombras
esplendor da barbarie abaixo do cinturão
fagulha do inferno e sangue nas obras

Arthur Nett 08/06/2011

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