quarta-feira, 25 de abril de 2012

Calor do Sereno



Calor do Sereno
Escreverei duzentas cartas que duraram séculos
darão aula as tesouras do seu passado
juntos abalamos os mais importantes cenáculos
vaza de amor o seu coração arremessado

pegue minha mão e sinta o calor do sereno
do meu corpo inspirado no sabor do seu
a grande água do seu olho com veneno
convencido por seus laços de que tudo é meu

quando está comigo a terra afunda
o mar se abre calmo como um peregrino
caminho na nuvem mais alta e profunda
seu suspiro alcança e toca o sino

você tropeça no meu bigode de leite
sinto seu joelhos beijarem o chão
as notas da canção do seu corpo meu deleite
no recital perdida me ache no seu coração.


Arthur Nett 09/04/2011

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