domingo, 29 de abril de 2012

Minotauro



Minotauro
Hordas de cisnes negros engolem os leigos da glória
as cinzas ainda estão a mercê da lua e quentes
sanguessugas do futuro de toda história
cavalos de pedra acalorados e dormentes

na noite que tudo vivo virar pó
os dentes da escuridão aniquilaram com classe
o coração do ateu que marcha só
clama pela fé crucial da sua face

no fundo do mar entre o céu e o inferno
é a morada do minotauro que devasta no coice
cheira a enxofre foi criado com veneno e leite materno
não escolhe os nomes mais tem o fio da foice

chuva torrencial lava nossos pecados
levandos fossos do inferno o chorume da coragem
no abismo dos pecados há lapides para os sagrados
a linha tênue do bem e o mal é o homem selvagem.

27/03/2011

                                                                Arthur Nett

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