sábado, 22 de outubro de 2011

Rosa de Sangue











Rosa de Sangue



A cremação escreve aos suspiros
conspucando a natureza humana
estamos vivos como vampiros
matando a noite mundana

a muralha humana dia ápos dia
rezando através dos anos
não havendo mais fim na covardia
nadamos no sangue dos Oceanos

o sol tem uma morte repentina
o anjo da guarda lê o seu testamento
meu sobretudo versado na sua meniina
seu sangue embebeda meu sentimento

noite ápos desmorona em cinzas
seu espírito é minha primeira vítima
no jardim de corpos em cinzas
sua rosa de sangue é a minha consorte legítima.


Arthur Nett
30/07/2011

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