domingo, 12 de outubro de 2014

Penhasco de Ossos


Penhasco de Ossos

Dorme sozinho
com o sangue de ontem
mogno no ninho
o veludo me mantem

um penhasco de ossos inteiros
sepulta o astro rei
matando os primeiros
que ainda beberei

cruel com a terra
fiel ao veneno
um grito me narra
afiando as presas do destino

me tornando gigante
isolado e perigoso
o sangue constante
tenro e vigoroso.

Arthur Nett
16/09/2014

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