quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Beijos do Infinito




Beijos do Infinito

O veneno invisível escorre
pela colina do coração partido
na velocidade da luz o sangue corre
passeio do sentimento seguido

seus pedaços são o meu inteiro
seu ouro comestível de garota má
é fumaça no projétil pioneiro
que enverniza o cano da minha pá

marcas de tiro na coxia
cúmplices de fogo e pólvora
maãos do Universo na argila da Galáxia
beijos do infinito no seu corpo de amora

meu coração de Tibet
seus lábios de diamante
despejo a queda d’água ao seu pé
molho a flor da pele refrescante.


Arthur Nett
10/05/2011

Um comentário:

  1. Muito bonito o seu poema. Mesmo.
    Faz tanto tempo que não me sinto inspirada para escrever algo.
    Adorei. Vc escreve muito bem.

    Beijos.
    Larissa

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