quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lábios de Quimera




Lábios de Quimera

Bebo todo o seu sangue em brasas vivas
últimas palavras ouvidas pelos meus venenos
tiro da manga o pulso das chuvas
que vaza seu baralho de ossos obscenos

sou o lince coringa do necrotério
minhas garras ás de espadas temporal
cálice de vinho sagrado do cemitério
peso da cartola carcereira do vendaval

escravos fantasmas fazem escândalo
bocas de lobo tomam leite
lábios de quimera nos beijos de vândalo
furo de balas mero enfeite

nos meus braços cresce em mil gotas
juntos os minutos são de prata
hecatombe do meu coração em mãos certas
te ensino a voar na casamata.

Arthur Nett
29/04/2011

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