sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aventura Delirante



Aventura Delirante



Sacuda a identidade falsa
arrepiando as amostras na vala
ficamos atoa da ponte até a balsa
nossa aventura delirante começa na sala

fábrica sinistra da história
embarco com excelência no casaco
das almas gêmeas da vitória
na alça dos princípios cavados no fundo buraco

minha bomba de saquê no cais
libera seu espírito
nossos riscos de vida presos a paz
dos corpos empenhados no rito

polpa no azul do céu em brinquedo
eleva a fibra do seu beijo
cabeça cheia e corpus nus sem medo
do transe caótico do evidente desejo.


Arthur Nett
30/05/2011

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