sábado, 12 de novembro de 2011

Céu da Boca






Céu da Boca



Na imensidão da noite miro a Lua
e acabo no céu da tua boca
comigo sempre se sente nua
um único beijo te deixa louca


comigo corre como se estivesse nos trilhos
sou o vento que corta suas asas
te presenteio com com caros espartilhos
fugimos dos limites das nossas casas

você quase foge por um triz
sua tentativa fracassa por um fio
te trato como dama e meretriz
beijo e amordaço seus lábios pra não ouvir um pio

borro seu batom e castigo sua pele alva
sou seu senhor e você minha escrava
sobre o meu corpo se sente salva
com meu domínio nunca fica brava.
Arthur Nett
23/02/2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário