sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ovelha Negra



Ovelha Negra



No caminho sem volta na verve
afiando a morte na véspera
a ovelha negra serve
o ágape no centro da fera

uma noite após da outra
levando o tempo para que continue
servindo as trevas no adiantado da hora
cruzando em sete dias a linha tenue

no campo estéril europeu
brota em labaredas o louro
a semente do seu sangue é meu
durmo o dia todo em couro

o dia forte é o predador
no caçada das páginas do breu imune
em capítulos de alecrim nosso amor
ensanguentado em cada volume.


Arthur Nett
23/08/2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário